O Conselheiro Municipal de Controle Social, no Município de São
Sebastião, José Paulo do Bomfim, protocoliza na Câmara Municipal local e
entrega aos 13 vereadores, nessa quarta-feira, um parecer popular onde reafirma
as diversas irregularidades existentes no próprio PLM nº01-2015 e na vontade da
administração municipal são-sebastiãoense, que, utilizando-se de um projeto de
lei e de subterfúgios, pretende trocar um amplo terreno municipal por um outro,
privado, com área quase 8 vezes menor.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
SãoSebastião2015-SãoJosé-IRREGULARIDADES NA TROCA DOS TERRENOS SÃO CLARAS
A
notícia da troca do terreno municipal no
bairro São José por um particular no loteamento São Francisco tem causado muita
resistência das comunidades diretamente prejudicadas: Barro Branco e São José,
e também da população em geral. Alguns obstáculos para a efetivação da troca
decorrem das diversas irregularidades existentes no referido “negócio”, que,
verdadeiramente, não tem o interesse
público como seu fundamento.
As irregularidades
infringem desde os princípios jurídicos da administração pública à legislação
que delimita as ações da gestão municipal, além dos chamados princípios e
metaprincípios de Direito Administrativo.
Enfatizam-se
dois aspectos que demonstram que a troca dos terrenos não pode ser feita, sob
pena de anulação pela justiça e de haver punição. Alguns juristas defendem
também que a punição estenda-se aos vereadores que aprovaram um ato administrativo
que acarreta prejuízo ao patrimônio municipal e que seja ilegal, como é a
situação em debate.
Diz o artigo
37, inciso XXI, da Constituição Nacional que “[...] compras e alienações
(vendas ou trocas) serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de
condições a todos os concorrentes [...]”. Por sua vez, determina o artigo 17 da
Lei das Licitações, que a venda de bens públicos subordina-se à existência de
interesse público devidamente justificado e obedecerá, quando imóveis, à
realização de licitação na modalidade
de concorrência.
Para
dar aparência de legalidade à troca, a administração realizou – pelo que diz na
Mensagem à Câmara, no entanto, sem anexar os respectivos laudos avaliatórios ao
projeto de lei – a avaliação (uma das exigências – mas, existem realmente os
laudos, pois ninguém nas comunidades viu essas medições sendo feitas?) e propôs
o PLM nº01-2015 (outra das exigências), 1ª e 2ª edições.
Fraudulentamente,
disse que existe interesse público na troca (no real, não comprovou o que disse,
até porque o mesmo não existe), em verdade, apenas o insinuou, como
anteriormente já o fez na troca do imóvel onde ficava a Secretaria de
Assistência Social. Também não se fizeram as audiências públicas. Sequer com as
comunidades prejudicadas, e menos ainda com a população em geral, como impõe o
Estatuto da Cidade.
Após
destruir as edificações, desvalorizando o imóvel, ainda o subavaliou por R$133
mil. Fato irrefutável, eis que um comerciante diz que paga R$150 mil e outro
promete pagar R$200 mil, imediatamente. Os dois comerciantes são de todos
conhecidos, só não preferem ser identificados imediatamente. Ademais, os valores
até aumentarão, se considerar-se a avaliação do terreno que foi trocado pelo
imóvel edificado onde era a sede da Semas, indo para mais de R$300 mil,
possivelmente.
Só os
aspectos postos no parágrafo supra, já seriam o bastante para impedir a troca
pretendida. No entanto, mais uma das exigências da Lei das Licitações não foi
cumprida pela administração municipal: a de licitação pública, na modalidade de
concorrência. Exatamente para apurar o maior valor que o Município obteria pelo
terreno, em venda ou troca, e praticarem-se os princípios da impessoalidade e
da moralidade administrativa.
Com
esse texto, pretendemos esclarecer e publicizar algumas específicas irregularidades,
consoante pedido de moradores das duas comunidades retromencionadas e de professoras
que lecionam nas escolas municipais Fernando Collor e Benedito de Lira, que
ficam no bairro São José.
Espero
ter cumprido o prometido! E dado a minha contribuição, como um dos conselheiros
municipais de controle social deste Município.
Enfim, a
irregular troca ainda será objeto de muito debate, pois o respectivo projeto
poderá ainda voltar à Câmara Municipal pela 3ª vez.
>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contato - Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br - Blogue:
onguedeolho.blogspot.com
Redação Paulo Bomfim - Conselheiro Municipal de Controle Social
em São Sebastião
Data: 18-2-2015
CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2015
Ontem,
17, encerrou-se o carnaval. Período de alegria e de reflexão para muitos, mas
também de muita tristeza para outros.
Hoje,
(18), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abrirá a Campanha da
Fraternidade 2015. Este ano o tema será: “Fraternidade:
Igreja e Sociedade”. O lema será: “Eu vim para
servir”.
A
CNBB informou que a cerimônia de abertura terá início às 10h45, no horário de
Brasília, e 09:45 horas, no horário de Alagoas. A Transmissão será pelas
emissoras católicas de rádio e de televisão.
A
CNBB diz que a CF 2015 recordará a vocação e a missão dos cristãos a partir do
diálogo e da colaboração entre a Igreja e a sociedade. Esse diálogo foi proposto
pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
|
A CF é
ecumênica e é feita com o apoio Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic)
e da sociedade civil organizada em geral.
Segundo o Guia
Litúrgico da CF de 2015, o objetivo geral da CF desse ano será:
O aprofundamento, à luz do Evangelho, do diálogo e da colaboração
entre a Igreja e a sociedade, proposta que advém do Concílio Ecumênico
Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de
Deus.
|
|
Os objetivos específicos da CF de 2015 serão:
01 - Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade,
identificar e compreender os principais desafios da situação atual.
02 - Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizastes. 03 - Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral. 04 - Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas. 05 - Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade. 06 - Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária. |
Redação: Paulo Bomfim
Fontes: Guia Litúrgico da Campanha da
Fraternidade de 2015 e Jornal Mundo Jovem
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
SãoSebastião2015-Parte7-RENDA PRÓPRIA QUANTO FOI MESMO, EM 2013?
Por intermédio
de veículos, placas, falas, propagandas etc. você sabe que o Prefeito fez algo com
“recursos próprios”. Lembra-se que já leu ou ouviu isso alguma vez? Mas que em
outros momentos também já leu ou ouviu que os dinheiros diminuíram. Já percebeu
também um detalhe comum nas duas situações: os integrais e totais valores da
arrecadação própria ou mesmo da geral nunca são divulgados. Cuidado, a expressão
“feito com recursos próprios poderá ser notícia enganosa. Nesta parte7 falemos sobre a Renda Própria Municipal (RPM) de 2013. A
RPM é constituída pelo montante de todos os tributos criados e cobrados pela
Prefeitura e pela Câmara Municipal deste Município. Inicialmente, a RPM é classificada
em duas categorias jurídico-contábeis de receita: as receitas correntes e as receitas
de capital. Nas tabelas abaixo você pode ler alguns desses valores.
Por
lei, o Prefeito e os vereadores deveriam divulgar as informações à população. Escondê-las
por quê?
Renda
Tributária Própria – tabela1
|
|
Espécies
|
Subespécies
|
2013
|
||
|
Espécies
e
Subespécies
de
Tributos
Cobrados
pelo
Município
|
Impostos
|
IPTU
|
12.873,12
|
||
|
IRPF – servidores
|
601.143,33
|
||||
|
ITBI
|
20.062,32
|
||||
|
ISS
|
2.711.945,12
|
||||
|
Taxas
|
Poder de polícia
|
116.391,40
|
|||
|
Prestação de serviços
|
2.046,50
|
||||
|
Contribuições
|
De melhoria
|
|
00,00
|
||
|
Social (IPAM)
|
Servidores
|
1.785.566,87
|
|||
|
Econômica
|
Cosip
|
677.346,70
|
|||
|
Total da renda-tributária-própria,
em 2013
|
5.927.375,36
|
|
|||
O IRPF de servidores municipais
é de competência da União, mas o seu
montante é repassa ao Município.
Renda Patrimonial Própria – tabela2
|
Espécies e
|
Espécies
|
Subespécies
|
2013
|
||||
|
Subespécies de
Receita Própria
Patrimonial
|
Imobiliária
|
Aluguéis, arrendamentos, laudêmios,
foros etc.
|
00,00
|
||||
|
|
Remuneração de depósitos bancários
|
68.870,83
|
|||||
|
Remuneração do dinheiro do IPAM
|
407.726,41
|
||||||
|
Agropecuária
0,00
|
|||||||
|
Industrial 0,00
|
|||||||
|
Serviços
|
Educacionais , Água, Transporte, saúde
etc. 00,00
|
||||||
|
Total da renda-patrimonial-própria,
em 2013 476.597,24
|
|||||||
|
A renda própria patrimonial tem sido apenas a decorrentes juros moratórios e de atualização monetária
do dinheiro
Outras Receitas Correntes – tabela3
|
|||||||
|
Outras Receitas
Correntes
|
Restituições e indenizações
|
93.574,99
|
|
||||
|
Receitas da dívida ativa não tributária
|
27.710,12
|
||||||
|
Total das Outras receitas Correntes,
em 2013
|
121.285,11
|
||||||
A renda própria de capital
(RPdC) é destina a investimentos ou a “aumento do patrimônio” e decorre da venda de bens, bem como da
contratação de empréstimo ou da amortização (recebimento de parte) do valor de
empréstimo. Na tabela4 você saberá quanto foi o montante da RPdC, em 2013, por
espécies e subespécies.
Renda de
Capital Própria – tabela4
|
|
Espécies
|
Subespécies
|
2013
|
|
Espécies e Subespécies de
Receita Própria de Capital
|
Operação de Crédito
|
Interna, externa etc.
|
00,00
|
|
Alienação de bens
|
Imóveis, móveis etc.
|
00,00
|
O montante da RPM, em 2013 : R$6.525.257,71.
Um montante elevando, mas que demonstra a inverdade, quando diz “adquirido com
recursos próprios”. Portanto, não se deixe enganar.
Finalmente, as receitas
próprias correntes (RPC) são aquelas destinadas à “manutenção da máquina”. As
RPC se subdividem em receita própria tributária (RPT) e em receita própria
patrimonial RPP). A RPT é oriunda dos diversos tributos cobrados pelo
Município. A Renda Própria de Capital decorre de empréstimos e da venda de bens.
> Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contatos - Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br
- Blogue - www.onguedeolho.blogspot.com.br.
Redação: Paulo Bomfim -
Conselheiro Municipal de Controle Social em São Sebastião
Fontes: Secretaria do Tesouro
Nacional, Banco do Brasil S. A. e Controladoria Geral da União
Data: 02-01-2015
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