quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Impítima2016-DISCURSO ÚNICO ENTORPECE MAS JÁ NÃO É TÃO CONVINCENTE



  
por Aprigio Vilanova
Acho que os termos que tentam limitar um ou outro a isso ou aquilo é sempre perigoso, pois assim não há limite; apenas as abstratas palavras. Mas o momento em que vive o Brasil precisa ser pensado para além disso.
Coxinhas e Mortadelas não resumem nossa sociedade, nós somos mais que isso. Mas somos muito menos também. Experimentamos o poder, na prática, que a mídia exerce de forma alienante em grande medida.
Até a eleição de 2014 a maioria da população votou em uma plataforma política minimamente progressista, mas a avalanche de notícias de corrupção mudou a mentalidade do eleitorado brasileiro pouco politizado.
Hoje assistimos perplexos o desmantelamento do mínimo projeto progressista que vinha sendo implementado. A grande mídia brasileira é responsável pela despolitização da população.
O Brasil é um país de analfabetos e a maioria da população se informa única e exclusivamente pela televisão. A TV exerce um poder onipresente, onisciente e onipotente, em nenhum país a televisão tem tanta importância.
O discurso único reproduzido pela televisão entorpece e aliena. Os oprimidos acabam por concordar com os opressores e são levados ao ódio. O desmantelamento começou e o plano entreguista já começa a tomar forma.
O fica de esperança é o curto período deste governo comprometido com os interesses dos historicamente beneficiados. É preciso muito mais esforço para desconstruirmos a mentalidade brasileira de vira lata.
* Jornalista formado pela Universidade Federal de Ouro Preto -MG
http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sonegômetro2016-SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS DERRUBA DIRETOR DA FIESP APÓS DENÚNCIAS



Após denúncias serem divulgadas na imprensa, a federação das Indústria do Estado de São Paulo 

   Roberto  Villanova  │       │     14:14  │  4
Brasília – Com uma dívida de R$ 6,9 bilhões com a Receita Federal, o empresário paulista Leodse de Abreu Duarte foi afastado da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp – depois que a notícia foi publicada na imprensa.
A notícia-bomba foi divulgada pelo Estado de S. Paulo. E diante da repercussão negativa, a Fiesp não teve mais como segurá-lo no cargo.
Leodse foi um dos ativistas, dentro da Fiesp, do movimento que levou ao afastamento da presidente Dilma Rousseff da presidência da República.
A dívida bilionária está sendo discutida judicialmente daí não se saber como nem quando será paga – pior: se realmente será paga na totalidade. O afastamento da direção da Fiesp em nada vai influenciar a situação e o empresário continua recebendo apoio e solidariedade.
Pega de surpresa com a divulgação da notícia que era mantida em segredo, a Fiesp divulgou nota oficial para tentar se isentar de responsabilidade sobre o caso escabroso. Leiam a nota:
NOTA À IMPRENSA
O empresário Laodse de Abreu Duarte renunciou ao cargo de diretor não remunerado, voluntário da Fiesp. Apontado em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo como o maior devedor da União, Duarte está contestando os débitos na justiça.
A Fiesp não faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial.
A Fiesp reafirma seus princípios: da mesma forma como condena a excessiva carga tributária do país, é intransigente no combate à sonegação e à corrupção.
A Fiesp é um dos principais apoiadores do projeto de iniciativa popular das 10 medidas contra a corrupção.
Vale lembrar que a indústria é a maior pagadora de impostos do Brasil. Embora responsável por 11% do PIB, paga 30% da carga tributária do país, ou seja, de cada 3 reais arrecadados, 1 real é pago pela indústria.
A Fiesp não abre mão de cumprir seu papel institucional na luta incansável pela criação de um ambiente de negócios limpo e favorável ao desenvolvimento do Brasil e à geração de empregos. O combate à absurda carga tributária é parte fundamental dessa luta.
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP
http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Eleições2016-JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO DIVULGA PESQUISA FALSA E ENGANA A POPULAÇÃO



Em pesquisa falsa, o jornal

A Perícia técnica do Senado inocentou Dilma das pedaladas fiscais e a avaliação do MP não permite dúvidas: a presidente não praticou crime de responsabilidade. Ponha nessa panela as conversas gravadas dos xerifes peemedebistas e vamos ter um golpe escancarado e descarado. Isso, para as pessoas normais, sensatas, racionais e que visitam a imprensa alternativa. Na mídia tradicional a conversa é outra. Lá só se fala em impeachment e a galera que bateu muita panela, mesmo recolhida, ainda vai no embalo.
Um pouquinho mais de atenção e fica fácil detectar as manobras da imprensa hegemônica para consolidar o golpe no Senado.
As malandragens vão desde uma matéria de capa da Veja, às pancadas no PT do JN; uma manchete vigorosa no Estadão ou um 'cientista político' na Globo News culpando Dilma pela crise econômica
Mas, sejamos justos, ninguém conseguiu superar o jornal mais importante do país no quesito malandragem, na tentativa de influenciar a população e o senado na confirmação do 'impeachment'
"Jornalismo de guerra" foi uma expressão utilizada por um colunista do Clarín para definir o massacre que seu jornal impôs ao governo de Cristina Kirchner para desapeá-la do poder. A Folha transitou por essa trilha ao distorcer deliberadamente dados de seu próprio Instituto, o Datafolha e publicou uma pesquisa eivada de deslizes, erros e mentiras grosseiras.
A manchete de primeira página do jornal: "para 50% dos brasileiros, Temer deve ficar" e segue vomitando o absurdo de que apenas 3% dos entrevistados querem novas eleições.
O jornalista americano Glenn Greenwald do respeitado site Intercept achou muito esquisito que um governo cheio de turbulências e repleto de corrupções pudesse em pouco tempo sair de 8% para 50% de aceitação.
Uma investigação mais atenta e estava lá nos arquivos do Datafolha, textualmente: "62% são favoráveis a novas eleições". A Folha simplesmente transformou 62% em 3%. E os 50% que queriam Temer despenca para 19% nos números do instituto.
Percebam que estamos falando de uma empresa do próprio grupo Folha.
Vejamos o que extraiu dos brasileiros, o Instituto Paraná, do empresário Murilo Hidalgo com rabo preso no PSDB paranaense: 67% querem eleições ainda esse ano, enquanto o presidente interino é rejeitado por 68% dos entrevistados.
Nessa mesma linha, o Valor Econômico divulgou enquete do Instituto IPSOS que sepulta a conversa fiada da Folha de São Paulo. A rejeição ao presidente em exercício crava 68% e 52% dos brasileiros preferem eleições já.
.
Enquanto Elio Gaspari, serrista de largo costado e 'colunista de guerra' da Folha fala em Temer se afirmando, a Ombudsman do jornal, Paula Cesarino Costa contratada para falar a verdade, mete o dedo na pereba e afirma sem rodeios que o diário errou e persistiu no erro. Acrescenta ainda que "a reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas.
A nobre jornalista 'esqueceu' no entanto, de falar a mais pura e cristalina verdade: A Folha de Otavinho é tão golpista quanto a Folha do pai, Otávio Frias, que cedeu carros da redação para transportar presos políticos nos tempos obtusos da ditadura militar.
28 de Julho de 2016
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A Perícia técnica do Senado inocentou Dilma das pedaladas fiscais e a avaliação do MP não permite dúvidas: a presidente não praticou crime de responsabilidade. Ponha nessa panela as conversas gravadas dos xerifes peemedebistas e vamos ter um golpe escancarado e descarado. Isso, para as pessoas normais, sensatas, racionais e que visitam a imprensa alternativa. Na mídia tradicional a conversa é outra. Lá só se fala em impeachment e a galera que bateu muita panela, mesmo recolhida, ainda vai no embalo.
Um pouquinho mais de atenção e fica fácil detectar as manobras da imprensa hegemônica para consolidar o golpe no Senado.
As malandragens vão desde uma matéria de capa da Veja, às pancadas no PT do JN; uma manchete vigorosa no Estadão ou um 'cientista político' na Globo News culpando Dilma pela crise econômica
Mas, sejamos justos, ninguém conseguiu superar o jornal mais importante do país no quesito malandragem, na tentativa de influenciar a população e o senado na confirmação do 'impeachment'
"Jornalismo de guerra" foi uma expressão utilizada por um colunista do Clarín para definir o massacre que seu jornal impôs ao governo de Cristina Kirchner para desapeá-la do poder. A Folha transitou por essa trilha ao distorcer deliberadamente dados de seu próprio Instituto, o Datafolha e publicou uma pesquisa eivada de deslizes, erros e mentiras grosseiras.
A manchete de primeira página do jornal: "para 50% dos brasileiros, Temer deve ficar" e segue vomitando o absurdo de que apenas 3% dos entrevistados querem novas eleições.
O jornalista americano Glenn Greenwald do respeitado site Intercept achou muito esquisito que um governo cheio de turbulências e repleto de corrupções pudesse em pouco tempo sair de 8% para 50% de aceitação.
Uma investigação mais atenta e estava lá nos arquivos do Datafolha, textualmente: "62% são favoráveis a novas eleições". A Folha simplesmente transformou 62% em 3%. E os 50% que queriam Temer despenca para 19% nos números do instituto.
Percebam que estamos falando de uma empresa do próprio grupo Folha.
Vejamos o que extraiu dos brasileiros, o Instituto Paraná, do empresário Murilo Hidalgo com rabo preso no PSDB paranaense: 67% querem eleições ainda esse ano, enquanto o presidente interino é rejeitado por 68% dos entrevistados.
Nessa mesma linha, o Valor Econômico divulgou enquete do Instituto IPSOS que sepulta a conversa fiada da Folha de São Paulo. A rejeição ao presidente em exercício crava 68% e 52% dos brasileiros preferem eleições já.
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Enquanto Elio Gaspari, serrista de largo costado e 'colunista de guerra' da Folha fala em Temer se afirmando, a Ombudsman do jornal, Paula Cesarino Costa contratada para falar a verdade, mete o dedo na pereba e afirma sem rodeios que o diário errou e persistiu no erro. Acrescenta ainda que "a reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas.
A nobre jornalista 'esqueceu' no entanto, de falar a mais pura e cristalina verdade: A Folha de Otavinho é tão golpista quanto a Folha do pai, Otávio Frias, que cedeu carros da redação para transportar presos políticos nos tempos obtusos da ditadura militar.