Quem está d’olho nos milhares de reais?
A antiga “Questão das
Bancas” não é novidade. Aqui, ali e acolá, e não se precisa ir ao longe para
constatar isso e as suas graves consequências.
Mas nesses tempos
natalinos, em São Sebastião, o debate sobre as bancas ganhou muito falatório e
reclamações.
Num final-início de anos,
os banqueiros não poderiam ter notícia mais triste.
Há gente mentindo,
manipulando, sofismando e prometo o que não pode fazer.
Mas também gente dizendo
que não pode fazer nada. Um velho e conhecido artifício para fugir da
responsabilidade social ou da simplesmente funcional, ou até mesmo das duas.
Ouve-se dizer que até Prefeito
e parlamentares afirmaram não saber nada sobre o absurdo, mas solucionável
questão.
É só ter vontade política
e responsabilidades para não prejudicar dezenas de famílias.
Os fatos são tão tristes
que se percebem pessoas do mesmo grupo político, apesar de adversários
eleitorais, conforme cada conveniência, prometendo algo diferente e indefinido.
Ficam... No eu posso!
Digamos assim.
Também fazem silêncio
ensurdecedor.
Estranho!
Mas não respondem quem - ou
que grupo - ficará com a dinheirama das bancas.
“Dinheirama?”
Isto mesmo.
É muito dinheiro
envolvido e muita gente de olho nele.
Mas não podem falar nos e
os milhares de reais que são.
Partem, então, para
álibis, subterfúgios ou factóides, os mais variados.
Que dinheirama é essa, nobre
PodCast?
Saiba, perceba e reflita:
São cerca de 400 bancas, por semana, e cada banqueiro recebe R$15,00, pelo o
aluguel de cada uma delas aos feirantes-comerciantes.
Total do dinheiro, no
arredondo: R$6 mil, por semana, R$24 mil, por mês, e R$288 mil, por ano.
Isto!
Afora o montante da taxa,
tributo municipal, que se paga à administração pelo seu poder de polícia,
conhecido socialmente como "taxa de fiscalização" ou "taxa da
banca".
Para, sutilmente, algum
grupo ficar com os montantes do aluguel é o único, o real e o inconfessável
motivo para trocar as bancas.
Ou, então, alguém quer
ser enganador ou se autoenganar?
E os debates continuarão.