terça-feira, 5 de novembro de 2019

MERENDA SILENCIAMENTOS DINHEIROS DESVIOS


Vamos fiscalizar a merenda?

Verdadeiramente, vamos participar do CAE?

Nessa data – 21 de outubro – rememora-se e comemora-se o Dia Nacional da Alimentação Escolar, momento mais conhecido simplesmente como Dia da Merenda.

Apesar da alimentação escolar ser uma das mais importantes ações educacionais, algo sobre ela é muitíssimo notável e intrigante: o seu silenciamento.

Os sutis silenciamentos escondem outros importantes aspectos sobre a merenda:  os muito dinheiros, os constantes desvios deles e as prestações de contas dela etc..

Por que será que isso acontece? 

Bem...

Este redator não sabe responder o motivo. Mas na problematização e na politização dessa fundamental política pública para a grande maioria da população brasileira, encontrou na literatura dela uma possível ou certeira resposta.

A merenda é algo a envolver os segmentos mais humildes da nossa sociedade e os recorrentes descasos para com eles, em razão dos filhos das elites dela não precisarem. Chega-se a dizer que a “merenda só atenção adequada e correta, quando filhos de políticos forem obrigados a merenda escolar”.

Essa alimentação recebe também o preconceito de classes e sofre pela própria carência alimentar de quem por ela é alimentado.

Apesar de se propagar o pouco “recursos”, inclusive pela Associação dos Municípios Alagoanos, quando bem escolarizados usam dinheiro municipal para ludibriarem a desatenta população.

Mas, não se diz o montante deles, nem que tipos de alimentação recebem os “recursos”, por nós conhecidos como dinheiros.

Não se informa que os seus dinheiros são os dos mais roubados, “desviados”, pelas administrações municipais, há muito tempo, com pouco o nenhum combate dos chamados órgãos de controle e tal.

Inclusive em Alagoas houve pouco lembrada Operação Gabiru, na qual muitos envolvidos teriam praticado em torno de “95 crimes”, com o intento de desviarem os dinheiros da merenda. Nessa data, em perguntas a alguns jornalistas e radialistas, “não se de nenhum deles preso, apesar da condenação de cerca de 20 deles, em 2016, pela justiça federal”. Também, “acredito que nenhum centavo foi devolvido por algum deles”, disse-nos um experiente radialista de Maceió.  

As suas prestações de contas, apesar de realizadas pela burocracia municipal, são escondidas pelas gestões pelas câmaras municipais e, muito estranhamente, até por parlamentares da oposição. Cada Conselho de Alimentação Escolar (CAE) “mudo é e mudo fica”, nos disse um servidor do Ministério Público Federal.

Nem mesmo integrantes da agricultura familiar – que são prejudicados duplamente – se manifestam a respeito da famosa merenda, especialmente sobre os 30% dos recursos que nela deveriam ser transparentemente investidos.

Por fim, a merenda foi instituída pelo então presidente Getúlio Dornelles Vargas, no início da década de 50 do Século 20, quando foi desencadeada a “Campanha da Merenda Escolar”, com o objetivo de alimentar estudantes que iam à escola famintos ou mesmo melhorar a capacidade nutricional da alimentação doméstica de estudantes.

Segundo o Ministério da Educação, ainda hoje o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) representa a maior e a mais abrangente experiência em programas de alimentação e nutrição na América do Sul.

A clientela atendida atualmente no país, ultrapassa 37 milhões de alunos, com um investimento superior a 1,025 bilhão de reais ao ano.

Então, leitor(a) lutar por adequação da alimentação escolar, além de outros aspectos, decorre da capacidade de fazer controle social de cada um de nós.

Por conseguinte, não se omita!

Redação: Paulo Bomfim (Conselheiro de Controle Social em São Sebastião).
Data: 21 de outubro (“Dia Nacional da Alimentação Escolar”) de 2019

domingo, 3 de novembro de 2019

DINHEIROS DAS MERENDAS


SOMAM MUITO: R$598.464,40!

Até outubro de 2019, segundo informações do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). No mínimo, trinta por cento(30%) desse montante deve ser usado para a compra produtos da agricultura familiar.

Assim, R$179.539,32, no mínimo, deveriam entra no bolso da agricultura familiar neste Município. Todavia, muitas famílias agricultoras sequer ficam sabendo que poderiam vender seus produtos para a merenda escolar.

Um agricultor até perguntou “se a chamada pública foi divulgada, como em Feira Grande?”  

A resposta é com o CAE (Conselho de Alimentação Escolar) e com a Semed (Secretaria Municipal de Educação).

A soma dos dinheiros é repassada para alimentação dos seguintes tipos de escolarização: 
- R$439.959,60, para o ensino fundamental;
- R$91.107,00, para o ensino pré-escolar;
- R$35.251,20, para Ensino de Jovens e Adultos (EJA);
- R$7.896,60, para creches;
- R$14.310,00, para Atendimento Educacional Especializado (AEE);
- R$9.940,00, para o Mais Educação.

Até outubro, o FNDE já repassou, além do valor da merenda, dinheiros de outros programas educacionais que somaram: R$1.790.452,84. Além desse montante, tem o dinheiro do Fundeb, que é repassado pela STN(Secretaria do Tesouro Nacional).

Uma atitude proativa é fundamental para construir melhorias na escolarização. Daí, engajar-se nas atividades de controle social municipal é uma exigência da cidadania ativa, diz o professor José Murilo de Carvalho, em “Cidadania no Brasil”.

Ademais...

Cadê as pré-candidaturas ao cargo de prefeit@ ou de parlamentar, que continuam a não debaterem as questões municipais?

>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contatos – imeio: ongdeolhoss@bol.com.br – blogue:onguedeolho.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim – Conselheiro Municipal de Controle Social
Data: 31-10-2019

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

DINHEIROS PARA A SAÚDE MUNICIPAL

Não são poucos:R$10.559.284,48!

Esse valor é até outubro. Segundo informações do Ministério da Saúde. Além desses dinheiros, existem outros dinheiros repassados pelo Estado e o da arrecadação municipal. Este vem da arrecadação própria.

São dinheiros estranhamente não informados à população pela Prefeitura ou pela Câmara.

Os dinheiros são individualizados por grupos de cada ação de saúde. No bloco de custeio as ações se subdividem em 5. No bloco de investimento se subdivide em uma ação, investimentos na atenção básica.

Saiba quanto cada bloco e cada ação de saúde municipal já recebeu esse ano:

VIGILÂNCIA EM SAÚDE
221.726,87
MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE AMBULATORIAL OU HOSPITALAR
1.592.939,12
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
171.899,50
ATENÇÃO BÁSICA - Receita Corrente (custeio)
7.804.018,99
GESTÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
24.000,00
ATENÇÃO BÁSICA - Receita de Capital (investimento)
744.700,00

Os dinheiros têm por fundamento melhorar as ações e os serviços de saúde. Precisam ser bem fiscalizados pela Câmara, que, como todos sabem, não cumpre o seu dever, e pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS). 

A população também deve fiscalizar e colocar a “boca no trombone”. Se não, o descaso da gestão e o sofrimento da população continuarão.

Exigir e debater a prestação de contas é essencial. Ela deve estar à disposição de tod@s na Câmara e na Secretaria de Finanças. Eis um dever-direito de quaisquer de nós que sonham e lutam por melhores condições para a saúde e vida digna. 

A Câmara e o Conselho de Saúde, bem como a gestão municipal, devem promover a transparência administrativa.

Também você, trabalhador(a), da saúde municipal, bem como a sociedade em geral, mexa-se. Só uma atitude proativa fez construir melhorias e manter o Sus. 

Engajar-se no controle social municipal é uma exigência da cidadania ativa, diz o professor José Murilo de Carvalho, em “Cidadania no Brasil”.

Ademais...

Cadê as pré-candidaturas ao cargo de prefeit@ ou de parlamentar, que não debatem as questões municipais?

>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contatos - imeio:ongdeolhoss@bol.com.br - blogue: onguedeolho.blogspot.com
Redação Paulo Bomfim - Conselheiro Municipal de Controle Social
Fontes: Fundo Nacional de Saúde e Banco do Brasil S. A.
Data: 31-10-2019