ALÉM DE DEIXAR FORTES INDÍCIOS
De algo que, possivelmente, saibamos.
Mas não temos ou não teremos provas, se alguém decidir esconder as informações e a prestação de contas referentes à obra que a deficiente PlacaMalhada menciona, bem como se não houver a intervenção de algum ou mesmo dos 2 tribunais de contas e do Ministério Público, mormente o de Contas.
No texto anteriormente publicado
e publicizado -
O
MAL FEITO JÁ DERRUBOU UMA PONTE E A PLACA DA POSSÍVEL OUTRA PONTE DESINFORMA - http://onguedeolho.blogspot.com/2025/03/o-mal-feito-ja-derrubou-uma-ponte-e.html - você, leitora ou leitor, cidadão ativo ou cidadã
ativa, leu uma espécie de introdução aos diversos outros textos que virão
tratar do tema ou da Saga da PlacaMalhada.
Inclusive este que ora tratará do referido meio de comunicação ou simplesmente, ‘placa da ponte’ ou Ponte “no Povoado Malhada da Onça”.
Antes lembremos do provérbio citado por Padre Elias no seu então mencionado livro: ‘Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes e a natureza, nunca!’(perdoa).
Eis o resultado da atual emergência climática!
No entanto, com certeza, esta ‘emergência’ não foi a causa da destruição da ponte. Mas o mal feito político-administrativo e, nos limites da ética, humano-profissional e por que não de alguma ganância?
Mas tratemos da PlacaMalhada, sendo ela mesma produto da maldade e do descaso político-administrativo. 2 fatores que a empobrecida e a desreipeitada população são-sebastiãoense sofre há muitos anos.
Portanto, muito cuidado esses fatos de cada um ou de cada uma nós exige. E exige muito. Se quisermos lutar por melhores condições de vida.
Assim, como dito, naquele início de Outono ou 20-3-2025 passamos pela estrada vicinal que liga os povoados Malhada da Onça e Belisca Pau, transitando por uma má espécie de “passagem molhada” ou poucas e más instaladas manilhas ou pelos “bueiros” lá colocados.
Um perigo só, aliás.
Possivelmente, mortal, até.
Então, não podemos - e jamais poderemos - aceitar a armadilha ali instalada pela nossa administração municipal.
Por isso, na sexta-feira, “Dia Mundial Contra a Discriminação Racial”, no sábado, “Dia Mundial da (já escassa) Água”, e na segunda-feira, “Dia Mundial do Combate à Turbeculose”, divulgamos esses fatos com bastante pessoas, inclusive na Rádio Comunitária Salomé FM, 105,9 MHz.
Nessa mesma segunda-feira, uma liderança comunitária daquela região nos afirmou o desprezo que a população dali recebe da administração municipal e da Câmara Municipal, apesar de fortemente votar nelas, há anos.
Bem...
A ideia era e é, além das diversas divulgações, enviar ofícios a diversas instituições informando, relatando e denunciando, sim, o absurdo da ponte mal feita e caída, a impunidade tornada, e da armadilha das manilhas, que estão a expor pessoas à morte ou a variadas sequelas.
Até o anoitecer da segunda-feira não havia notícias ou informações sobre o "conserto" ou o refazimento da “Ponte do Belisca Pau”, como sempre foi conhecido aquele equipamento municipal e constou em uma das placas da destruída ponte.
À tardezinha de ontem, terça-feira, “Dia da Constituição Imperial”, outorgada por Dom Pedro I, preparando os ofícios a ser enviados a instituições, retornamos ao local dos fatos e houve surpresa.
Boa e desagradável a um só contexto dos fatos.
Deparamo-nos com a vistosa PlacaMalhada. O fato bom, pois a situação poderá ser resolvida pela administração e pela câmara municipais.
Mas a alegria e o ânimo duraram pouquíssimo.
Fomos, então, à leitura da PlacaMalhada e à sua fotografação.
Daí imensas tristezas e desconfianças, que deram um salto que não é algo ornamental.
Na terça-feira, Dia da Constituição Imperial e Dia Nacional da Oficiala e do Oficial de Justiça, 25-03-2024, eis o dia e a data em que a deficiente PlacaMalhada foi lá colocada e exposta à população.
Estranhamente, por que colocaram na mencionada placa que a obra teria sido iniciada em 17-02-2025?
Não precisa dizer que isto é uma inverdade ou uma braba manipulação de datas.
Nada foi iniciado na referida data.
E sem dizer o porquê, informa que a obra será encerrada em 17-02-2026.
Ora, como uma obra daquele tamanho e aparente descomplexidade pode durar tanto para ser construída?
Não falaram sobre o orçamento, o custo, da obra. Mas informa que o seu gasto será de R$1.480.567,63 (um milhão, quatrocentos e oitenta mil, quinhentos e sessenta e sete reais e sessenta e três centavos). Carissíssima ou com sobrepreço ou com superfatura?
Não se sabe.
Também não dizem de aonde a dinheirama virá. Existem esses dinheiros ou depois irão dizer que não tem? Claramente, os quase R$1 milhões e R$481 mil virão do Estado Alagoas, do Município São Sebastião ou da União, via Governo Federal? De alguma emenda parlamentar?
Enfim, quem responderá por isto?
Na PlacaMalhada não citam o porquê de agora a ponte ser “no Povoado Malhada da Onça” e não mais no povoado Belisca Pau, como era a anterior, que foi derrubada.
Efetivamente, por que esse detalhe da mudança de nome do local não é mencionado e esclarecido à população?
Estranhamente, por que também não falam sobre qual rio ou riacho a ponte será construída?
Na PlacaMalhada não há informações. Por que se omitir as coordenadas geográficas do local, que facilitarão encontrar a localização da ponte e a fiscalização da sua obra?
Não falam a extensão, a largura e a altura que a possível futura ponte terá.
Quais serão? Quais materiais irão ser usados? Quantos trabalhadores e trabalhadoras lá estarão? Estarão com contrato de emprego ou de prestação de serviços?
Qual a empresa construtora a fará? Ou será a Administração Municipal? Ou será a cinquentenária Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), por intermédio da sua 5ª Superintendência Regional em Alagoas, mais precisamente em Penedo?
Quais técnicos, engenheiros etc. serão responsáveis pela qualidade dos serviços e da própria obra?
Podem ser evitados desperdícios, como o do saco de cimento cheio que estava lá?
Ao leu! Bem como a boa quantidade de tijolos? Possivelmente, para a construção de alojamentos?
E a licitação da obra em que "pé" está? Ou não foi feita, por quais motivos?
Por mais estranhos e chatos que possam parecer, todas essas "tolas" informações são necessárias e devem ser respondidas de antemão, evitando-se que não haja eficiência, economicidade e eficácia, além de claros responsáveis, na realização desses altos gastos.
Pois têm como objetivo e finalidade se evitar que mais uma obra mal feita venha a ser construída e logo destruída, em razão desse mal muito conhecido, e também permaneçam impunidades, como a da obra anterior.
Ressalte-se que responsáveis pela a construção da ponte que em pouco tempo caiu até agora estão ilesos e sem amedrontamento de responsabilização alguma. A administração municipal e outras instituições jamais se manifestaram a esse respeito e consequências.
A administração municipal e a Câmara Municipal por motivos óbvios. Não vão se autocondenarem. Aquela, por ação, e esta, por omissão.
Outras instituições, talvez, por não tenham conhecimento dos fatos mencionados. Eis uma forte possibilidade.
Mas e o TCE e o MPC, que apreciaram a prestação de contas de governo?
Só esperamos que não se culpem a enchente que houve e a emergência climática pela qual estamos realmente ainda podendo resistir, apesar de muitos aspectos já sem retorno, e os trabalhadores e as trabalhadoras que lá derramaram os seus suores.
Por fim, talvez, a PlacaMalhada em referência não possa disponibilizar todos esses e até outros questionamentos político-administrativos e técnico-operacionais. Mas, sem dúvida alguma, está bem deficiente e bem indutora de enganos e de situação manipuladora.
Mas, assim, fomos orientados pelos ótimos livros: OBRAS PÚBLICAS, de Cláudio Sarian Altounian, e QUALIDADE DE VIDA, PLANEAMENTO E GESTÃO URBANA, de Claudete de Castro Silva Vitte e de Tânia Margarete Mezzomo Keinert., que muito incentivam a fiscalização e o controle social, institucional ou popular.
Agradecemos a ele e a elas.
Leia também: PARTIDO DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS SÃO-SEBASTIÃOENSES: PONTES REPERCUTEM NOS SILÊNCIOS
E aguardemos o outro texto.
Redação: Paulo Bomfim - Integrante da Ongue e do Foccomal
Atualização: 27-03-2025, às 14h53min