terça-feira, 1 de outubro de 2019

CUIDADO COM O QUE LÊ!

Em recente, 12-9, viagem de Brasília, no Distrito Federal, a Curitiba, no Paraná, fui conversando com uma doutora economista e ela dando-me aula sobre a conjuntura e citando uma outra doutora, mostrou-me “um excelente artigo científico dela”, que ela havia acabado de lê.

Foi ótimo!

A minha amiga da boa viagem, só não sabia que eu estava atento e até desconfiado da boa e sutil aula ideológica dela.

Rapidamente li uma parte do artigo, que mencionou. A outra deixei para lá.

Na parte por mim lida, o 'excelente artigo científico' informava que o Brasil “construiu uma das melhores redes de proteção social do mundo; que a seguridade social erradicou a pobreza entre pessoas idosas; que o envelhecimento de nós exige mudanças previdenciárias, sendo estas as mais urgentes de todas as demais”.

Tudo de aparente excelência, mesmo a autora do artigo e ela, leitora, não dizendo se seriam “mudanças” previdenciárias paramétricas, sempre necessárias realmente ou a destruição (“reforma”) em tramitação, como querem o neoliberalismo e as ações do “Estado Mínimo”.

Estava até feliz com a científica leitura.

Mas no parágrafo seguinte, veio a bomba. A ideia que banca a própria destruição previdenciária e da seguridade em geral. 

Ei-la!

"A previdência consome mais da metade do orçamento da União (itálico nosso) pouco resta para educação, saúde, infraestrutura, além da expansão insustentável da dívida pública e dos juros da mesma”.

Deixei o científico artigo para lá.

E perguntei à doutora economista, então: “doutora, a senhora conhece o gráfico da auditoria cidadã da dívida sobre a divisão de dinheiros brasileiros?”.

Com esta pergunta, queria com ela conversar não sobre os juros da dívida em si, mas a causa deles. Como chegou-se a eles. As artimanhas, os subterfúgios, os contratos, as políticas etc.. 

Ela, rapidamente, respondeu à pergunta com um seco “não tive tempo!” e, ajeitando-se na estreita poltrona da aeronave, começou a folhear a revista “Vamos Latam”, da própria empresa aérea, que está com uma bonita foto sobre a Austrália na capa e uma ótima reportagem.

Bem... quem convive comigo, percebe que sempre falo que o problema do Brasil não é causado por ladrões de mocó, relógio, preá, tevê, melancia, ovelhas etc. ou de algum celular ou carro, até de luxo etc., mas sim pela surrupiação praticada por ladrões escolarizados.

Bem escolarizados e doutores até!

Ou mesmo por semialfabetizados, mas por “especialistas” bem escolarizados orientados.

Mas, nos últimos tempos, tenho pensado na corrupção intelectual ou na “corrupção publicada”. Eis algo muito difícil de qualquer delegado "pegar".

Perceba que poucos ladrões de "colarinho branco" são condenados e presos. Sejam políticos ou profissionais não-políticos. Denunciar e prender ricão é tarefa muito difícil para qualquer promotor denunciar e de qualquer justiça punir.

Voltando ao trabalho da auditoria cidadã da dívida e a próprio gráfico, noto que ele é esclarecedor dessas corrupções. Seja a intelectual seja a publicada, seja a financeira seja a não-financeira.


Ora, doutora 'Elisa', a previdência – ou milhões de brasileiros e de brasileiras, quase todos empobrecidos, mas pagando regressivos tributos - consumindo mais da metade do orçamento nacional?

Seria justíssimo, mas me soou estranhíssimo!

Observando o colorido gráfico, posso dizer que o escrito não é verdade e nem nunca o foi. Salvo meus muitos desconhecimentos, de sertanejo nordestino, de Alagoas.

Essa inverdade “científica” seria um mero equívoco ou uma maldade, para dizer o mínimo?

Para entender a mentira escrita por uma doutora e repetida por uma outra, vamos supor que os mais de 2 trilhões e 600 bilhões de gastos expostos no gráfico de 2018 sejam apenas míseros 2 mil e 600 reais.

Mas dinheiro que muita gente não ganha e nem sonha. De salário, claro!

Considerando os percentuais gráficos, não desmentidos em lugar algum, 40,66% ou quase a metade do orçamento ou R$1.057,16 dos dinheiros foram abocanhados pelos muito pouco ricões, com a ilegal dívida pública.

Sobre esse absurdo, nenhuma vírgula, interrogação, exclamação etc. no artigo.

Mais uma vez, só silêncio. E ponto, final.

Os outros 59,34% ou R$1.542,84 ou um pouco mais da metade do orçamento são para todos os demais gastos ou investimentos para todo o povo brasileiro, inclusive para elas, doutoras. E a em destruição Previdência Social está incluída nesse taco.


Dos  R$1.542,84(59,34%) que ficaram para toda a população, a maior parte é verdade que não está no artigo ou  24,48% ou apenas mísero R$377,69 vão para a tão difamada Previdência Social, que, assim, atende a cerca de 60 milhões de brasileiros e de brasileiras, de todos os quadrantes sociais e econômicos, sendo que 70% deles e delas recebem um benefício equivalente a apenas um salário mínimo, por mês.

Este dizer foi encontrado no Anuário Estatístico da Previdência Social, 19ª edição, de 2010, em posse deste atrevido desinformado.

Atenção para um não detalhe: de 2010 para cá, 12-09, a quantidade de diretos beneficiados deve ter aumentado, em razão do sabido e real “envelhecimento” de nós. Além das milhões de desditas que nos atingem.

Que chute, doutoras!? 

Se certeiro, Marta e cia. ficariam com forte "bolada" de inveja.

Moral da história: uns pouquíssimos ricões, nacionais e estrangeiros, levam de juros remuneratórios mais de 1 vírgula 7 vezes (1,7) ou quase o dobro de todos os gastos com a previdência. Dinheiros previdenciários que sustentam milhões de pessoas.

Inclusive, os ricões, com os tais empréstimos consignados.

Por conseguinte, uma doutora economista dizer que o INSS consome mais da metade do orçamento ou retrata a má e sabida qualidade da escolarização nacional ou a pura e triste má-fé delas, até prova em contrário.

Permita-se, em saudável e bom contraditório. Claro!

Continuado, R$1.542,84(59,34%) - R$377,69(24,48%) sobram somente R$1.165,15(34.86%) para todos os demais gastos internos do Brasil.

Inclusive para as outras duas pernas da seguridade social, saúde e assistência social.

Assim, a construção do empobrecimento do povo brasileiro é feita de forma político-eleitoral-legislativa-judiciária, em triste simbiose entre milhões de pobres e poucos representantes dos ricões, daqui, dali e d'acolá.

Uma chata constatação: a construção da pobreza é feita com a "ajuda", digamos assim, de milhões de pobres que votam em poucos representantes dos ricaços ou mesmo em pouquíssimos ricões.

Os demais gastos internos, que consomem míseros R$1.165,15(34.86%) ou um pouco mais de um terço de todo o orçamento, têm também uma subdivisão injustamente construída, por esses complôs, político-eleitoral-legislativa-judiciária, acrescido do midiático, alertou-me Henrique, militante do PCO, em grande ato político que aconteceu em Curitiba, em 13-9.

Desses R$1.165,15(34.86%), 9,82% ou R$114,42 foram para 26 estados, 1 Distrito Federal e 5.570 municípios (de FPE e de FPM); 4,09% ou R$47,65 vão para a saúde; 3,62% ou R$42,18 para a escolarização; 3,26% ou R$37,98 chegam à assistência social.

Inacreditáveis 0,61% ou R$7,11 para a agricultura; 00,00% para habitação; 0,001% ou R$0,01 para desporto e lazer; 0,002% ou R$0,02 para saneamento; 0,004% ou R$0,05 para a cidadania; defesa nacional 2,57% ou R$29,94; (in)segurança pública, 0,34% ou R$3,96; etc.

Perceba que a soma da seguridade social ou colchão social 24,48%, 3,26% e 4,09%, totaliza exatos 31,83% do orçamento, bem inferior aos 40,66% dos bilhões consumidos pelas dívidas.

Enfim, com exceção da silenciada dívida (nota que quase ninguém fala dela?) e da previdência, o restante, R$1.165,15(34.86%), serve para todas as demais políticas públicas, em cerca de 23 áreas político-administrativos, todas com baixíssimos percentuais de gastos ou de investimentos.

Mas...

Quem irá participar das eleições de 2020, com candidatura ao Executivo (prefeitura) ou ao Legislativo (Câmara) ou como eleitor ou eleitora, acha desses aparentes, em verdade, verdadeiros, detalhes o quê?

A auditoria cidadã da dívida e o gráfico que informam os dados supramencionados, em trilhões, bilhões, milhões, milhares, centenas e centavos podem ser consultados por você na internete em https://auditoriacidada.org.br/wp-content/uploads/2019/02/grafico-2018.pdf e tudo esclarecer.

Vá lá também, por favor!

Vistos e lidos, obrigatoriamente temos o dever de fazer debates públicos sobre esses fatos.

Redação: José Paulo do Bomfim, facilitador do Curso de Noções sobre Orçamento Municipal e de Controle Social (Com);
Contatos – Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br – Blogue: onguedeolho.blogspot.com.br

 

domingo, 29 de setembro de 2019

DINHEIRO DO FUNDEF É SURRUPIADO NO SILÊNCIO PUBLICO DE PROFESSORES

Quando o Prefeito Zé Pacheco poderia ter convidado a categoria para debater e negociarem uma solução consensual.

Os desmandos estão expostos nos "relatório analítico" da Caixa Econômica Federal, em resposta ao ofício nº350/2019, que se tornou as páginas 1739 a 1743, do processo nº........, no qual diversos professores questionam judicialmente o mal uso do dinheiro do Fundef, com as alterações havidas atualmente Fundeb.

CARTA DE ANIVERSÁRIO AO PREFEITO ZÉ PACHECO

Prefeito, desculpe-se tomar de Vossa Excelência e de adept@s o vosso precioso tempo, que, teimosamente, "não pára", diria o saudoso Cazuza, mesmo nesse último domingo do início da Primavera, apesar das "fulô", que faltam a este Município, administrado por V. Exª, há quase ininterruptos 20 anos.

Não tenho dúvidas de que é muito chato ler uma carta, quando se usa inocentes e sacrificados animais para comemorar o septuagésimo primeiro aniversário de vida humana, mesmo uma existência digna, como a de vossemecê.

"sacrificados", porque, em tempos político-administrativos, eles não recebem atenção alguma. A prova do descompromisso animal está "na papelada", ou melhor, na prestação de contas da Secretaria Municipal de Agricultura(Semagri).

"inocentes", porque como os humanos, os animais não humanos, no cotidiano de suas vidas, não têm e não terão quaisquer cuidados das suas gestões municipais.

Já pensou, Prefeito!?

Se os animais, mesmo não humanos – “os ‘bicho bruto’” - tivessem das suas gestões, mesmo encobertados, o recebimento dos dinheiros e o envolvimento dos servidores que o seu 71º aniversário está tendo, esses sortudos animais poderiam dizer ao povo e aos céus que teriam vivido no melhor dos mundos ou até mesmo em algum outro paraíso.

O terreno são-sebastiãoense, por exemplo!

Claro, Prefeito, que para V. Exª mal usar os dinheiros municipais em seu benefício pessoal, o senhor sempre gostou de todos os animais. E esse “gosto” não é de agora.

Relembremos, por exemplo, de antigos patrocínios à exposição de mangalarga machador, lá na capital alagoana, como informado pela Ongue de Olho em São Sebastião. Soube, até que V. Exª não gosto da matéria. Mas ela não foi desta Ongue como pôde aparentar. Foi da Associção de Criadores dos referidos bonitos equinos.

Quando não é para o seu deleite pessoal e utilização de centenas de inocentes humanos, os descuidados com os animais não humanos estão também comprovados. É só relembrarmos de https://onguedeolho.blogspot.com/2018/06/martirio-e-uma-sofrencia-cavalar.html. Que triste, Prefeito!

Apesar de dispor de dinheiros e de servidores municipais para comemorar mais um dos vossos anuais e históricos aniversários, V. Exª não demostra o mesmo ímpeto interesse para atender a antigas necessidades da população são-sebastiãoense.

Esta, a população em geral, e seu próprio eleitorado sofre há muitos anos.

E como sofre muito, Prefeito! 

Mas...

Nesta Terra da Renda de Bilro, mesmo tendo as bênçãos e proteção de senhor mártir São Sebastião e da salvadora Nossa Senhora da Penha, aniversário vale mais que um eleitor ou uma eleitora, imagine se bicho bruto será lembrado?

Infelizmente!

Algum deles ou alguma delas, se mal passar ou acidentar-se durante as comemorações aniversarialesca de V. Exª não terão os devidos e necessários cuidados no “hospital municipal”, há duas décadas administrado pelo senhor, mas construído durante a administração do então prefeito José dos Santos Nunes.

Aliás, uma festança de aniversário de 71 anos de um alcaide, vale muito mais que a data de uma emancipação política são-sebastiãoense. Mas, também, quem mandou este Município só fazer 59 primaveras em 31 de maio, passado.  

Para não dizer que falei só de flores – ou melhor – da falta delas, até porque V. Exª foi pródigo em derrubar árvores, plantadas por adversários eleitorais, mas não foi teve ação para aqui plantá-los também ou “arvorizar a cidade”, como ouvi de determinado cidadão que gostava de jogar dominó debaixo de uma delas que foi derrubada, na Praça do Fuxico.

Até parece que a terra parou há anos, diriam Raul Seixas e Paulo Coelho, em suas metamorfoses intelectuais.

Afinal, o descompromisso com humanos e animais, diferenciemos assim, não é de agora.

Mas esse escrevedor mesmo, pôde constatar o fato, na sexta-feira, última, à noite.

No “hospital” ou “casa obstétrica” administrado por V. Exª – por dois médicos, em boa verdade – não tinha remédios, faixa, exame, soro, tala, raio-x etc.. Naquele momento, lá tinha crianças, pessoas adultas, adolescentes e pessoas idosas.  

Que o digam Cícera, Manoel Avelino, Fátima, Aloísio, Monique, Pedro, Cláudia, Agenor, Maria, Clodoaldo, Josiana, Leôncio, Neide etc..   

Não!

Não diga, senhor Prefeito que é algo como a falta de dinheiros. Se assim for, é só Vossa Excelência fazer a necessária prestação de contas pública dos mais de R$30 milhões para a saúde. Só em 2018.

Senhor Prefeito, mais esta missiva poderia ser mais comprida para informar e reivindicar a V. Exª, mas fiquemos por aqui.

Pois, afinal, pretendo ouvir logo mais o gogó do amigo Paulo Vaqueiro. Pretendo também ir ver os animais não humanos, que a essa altura já passam fome e sede, e também os muitos humanos que na festa estão.

Aliás, que vai pagar a programada segurança - que será das melhores – enfim, toda a estrutura festiva?

Como a festa é privada e os dinheiros nela gastos supõem-se lícitos, a prestação de contas à sociedade poderá ser feita sem problemas alguma e estacar todas as dúvidas e maldosos comentários.

Escrita; por José Paulo do Bomfim, Conselheiro Municipal de Controle Social, em São Sebastião, Alagoas.

P.S.: Somos mais conselheiros e conselheiras. Assim, se algum deles ou delas quiser e puder assinar esta “CARTA DE ANIVERSÁRIO AO PREFEITO ZÉ PACHECO”, para ser enviada a este Município, nos procure, por favor. É muito ruim atuar sozinho, apesar de fazer parte de um coletivo.