terça-feira, 29 de novembro de 2011

ONGUE PEDE O ADIAMENTO DA CONFERÊNCIA DE CONTROLE SOCIAL OU O CANCELAMENTO

Considerando os diversos problemas existentes, quanto à convocação da Conferência Municipal de Controle Social, esta Ongue está solicitando o adiamento da mesma ou até o seu cancelamente, no caso de impossibilidade do adiamento. Abaixo o texto remetido a diversas entidades governamentais e da sociedade civil.

É NECESSÁRIO ADIAR A CONFERÊNCIA DE CONTROLE SOCIAL DE SÃO SEBASTIÃO,
1 - sob pena de ser legitimada e tornada legal mais uma ação ilegal e mais uma prática ilegítima deste Município, infelizmente. Algo que seria, fortemente, ampliador do descrédito social porque já passam as instituições e determinadas autoridades de controle social institucional e maior ainda nas ações de controle social popular.
2 - A impotência ou mesmo a conivência destas ações ficariam cristalizadas, até porque ninguém mais poderia dizer que não estava sabendo e que, portanto, a Conferência seria legítima e legal.
3 - O “MANIFESTO DA INTRANSPARÊNCIA: NÃO HÁ TRANSPARÊNCIA NA TRANSPARÊNCIA”, divulgado pelo Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas (Foccopa), via imeio, a entidades e à imprensa, a partir da madrugada de 18-11-2011, bem como publicado em inúmeros locais e no blogue do próprio Fórum em http://fcopal.blogspot.com/2011/11/manifesto-da-intransparencia.html e o pedido SOCORRO CONSOCIAL! divulgado pela Ongue de Olho em São Sebastião, a partir da boca da noite de 19-11-2011 e também publicado em diversos locais na internete e no blogue da própria Ongue em http://www.onguedeolho.blogspot.com/2011/11/socorro-consocial.html e comentários na programação da rádio comunitária Salomé geraram uma, sinceramente, inesperada reação da sociedade e explicações da Controladoria Geral da União (CGU) e da Controladoria Geral do Estado (CGE), e, pela sociedade civil, da Amarribo, da Abracci, da Abong, da Famoal e da Aalong, dentre outras entidades e pessoas individualmente interessadas, que acreditavam que a Conferência estivesse acontecendo regularmente.
4 - Essas denúncias, intervenções e reações deixaram a gestão do Município preocupada e a partir de 24-11-2011, a Prefeitura passou a distribuir convites e em 25-11-2011, expôs algumas faixas em uma avenida central, sendo que ontem e hoje, 27-11-2011 e 28-11-2011, um carro de som circulou pela cidade anunciado a Conferência, data, local e horário.
4.1 - Percebendo a forte reação social, bem como o conflito de forma e de mérito que surgirá na própria conferência, e, ao que tudo indica, a interferência de entidades extramunicipais que poderá acontece, a Prefeitura, sutil, mas claramente, faz um esforço enorme para legitimar e legalizar a conferência de controle social, com a forçada divulgação da mesma.
4.2 - Divulgação e mobilização que – incrível - não aconteceram para a audiência pública de hoje, 28-11-2011, que deveria decidir como gastar na área da saúde o valor de R$600.000,00, importância oriunda da proposta de emenda de iniciativa popular ao Orçamento Geral da União, que uma pequena parte da sociedade só ficou sabendo no próprio dia hoje, quando o Presidente da Câmara, vereador Atla Lima, a divulgou na rádio Gazeta em Arapiraca, informando – pasme - que a referia audiência iria acontecer às 15:00 horas e que, portanto, “todos deveria comparecer à mesma”. Esta Ongue, hoje mesmo, por imeio, comunicou o fato à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

5 – Mas... Essa canhestra e apressada divulgação da conferência pelo Município a torna legítima e legal?
Não!
5. 1 - Esse é o nosso entendimento e a nossa prévia ação de controle social popular. Alguns dos diversos fatos que serão expostos abaixo, acreditamos, confirmam a necessidade de adiamento da conferência ou até mesmo a sua suspensão, como forma e atitude, inclusive de cunho didático, para impedir que entidades governamentais e a própria sociedade civil, legitimem práticas administrativas, ilegítimas e ilegais, pois ofensivas à legislação e aos princípios concernentes à administração pública.
6 – Fora o exposto no item “4” e seus subitens, este Município não promoveu nenhum tipo de capacitação, de mobilização e de convocação a lideranças dos diversos segmentos sociais e a própria sociedade como um todo, que pudessem debater aspectos de controle social sobre a administração pública em geral e em São Sebastião, no particular.
6.1 – Conforme comprovam os inúmeros ofícios enviados ao Tribunal de Contas Estadual e ao Ministério Público Estadual, e, desde que foi instalada, ao Ministério Público de Contas, além de divulgação na imprensa local, regional e estadual, e de imeios remetidos a outras entidades da sociedade organizada, o Município de São Sebastião, por intermédio da Prefeitura (com exceção do exercício de 2000, quando o então prefeito Sertório Ferro divulgou o Balanço Municipal de seu adversário Zé Pacheco) e da Câmara Municipal (com exceção do período de 2005-2008, quando a Câmara Municipal, por intermédio da Presidenta Marinez Camilo, entregava uma cópia dos projetos das leis orçamentárias e dos respectivos balanços a quem se interessasse) não cumpre as diversas normas de transparência, seja administrativa ou legislativa.
6.2 – Nesse mandato e nessa legislatura, bem como nesse ano mesmo, não foram convocadas audiências públicas, quando da elaboração e da votação dos projetos do Plano Plurianual de Ação (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), bem como da Lei Orçamentária Anual (LOA), que está em debate na Câmara e onde esta Ongue solicitou uma cópia do mesmo (mas ainda não a recebeu), divulgado em http://www.onguedeolho.blogspot.com/2011/11/ongue-solicita-camara-municipal-copia.html e, também, que a Presidência da Câmara Municipal disponibilize, divulgando à sociedade em geral e às entidades, por 30 dias, o referido projeto e também convoque, divulgando com bastante antecipação, a necessária audiência pública, sob pena de a Câmara não poder aprovar o orçamento para 2012, divulgado à população são-sebastiãoense em http://www.onguedeolho.blogspot.com/2011/11/ongue-solicita-camara-municipal.html, cumprindo, assim a Constituição Estadual (artigo 177, §11), a Lei de Responsabilidade Fiscal (artigo 48) e os inúmeros artigos, em especial o 44, do Estatuto da Cidade (Lei Nacional nº 10.257-2001), e mais ainda a Lei Orgânica do Município de São Sebastião.
6.3 – A intransparência reinante neste Município é afirmada também por intermédio de outros ofícios ao MPE, TCE e MPC, além de outras divulgações à imprensa e a outras entidades, quanto à não-divulgação e à não-disponibilização do Balanço Municipal, que engloba as contas do Executivo e do Legislativo, havendo o claro descumprimento de diversas outras normas concernentes à transparência administrativa e legislativa (deixa-se de citar os muitos artigos, por questão de “sumariedade!”). No entanto, não há, ainda, uma resposta do MPE, TCE e do MPC, no sentido de impedir irregularidades e ilegalidades municipais.
6.4 - A não-disponibilização e a não-divulgação à sociedade e às entidades do Balanço Municipal levaram a esta Ongue, por ofícios, solicitar do TCE e do MPE a devolução do Balanço, no sentido de fazer o Município e a Câmara Municipal cumprirem a respectiva e vasta legislação a respeito da “prestação de contas”. Todavia, aqui também não há nenhuma resposta, até a presente data.
7 – As mais diversas questões municipais são emblemáticas, quanto aos aspectos da transparência e do controle social, institucional e popular. De inicio, ressalte-se, que o Município e a Câmara Municipal não divulgam a prestação de contas à população e entidades, claramente impedindo o controle popular.
7.1 – Questões emblemáticas e que a não-capacitação, não-mobilização e não- divulgação (com bastante antecedência, nestes dois últimos casos) impedem a conferência de ser meritória e realmente propositiva, até pelo reconhecido não-acesso às informações e, conseqüente, desconhecimento dos fatos. Citam-se alguns desses concretos fatos: o não-julgamento tempestivo do mandado de segurança, que aduzia as inconstitucionalidades, formal e material da LOA; a apuração da aquisição superfaturada de imóveis; as destruições, física e operacional, do CETASF; a denominação de imóveis públicos municipais com os nomes de pessoas vivas, inclusive do próprio prefeito Zé Pacheco; as irregularidades nos procedimentos licitatórios; os desvios de recursos da Previdência Municipal, inclusive com já condenação do TCE e a luta do MPE para reaver os recursos; o aluguel de diversos imóveis; a construção de ginásio de desporto em terreno do Estado; o “agregamento” de inúmeros veículos ao município; as irregularidades na contratação de shows; a contração irregular de servidores municipais etc.
7.2 – Além da “questão”, do matadouro, do cemitério, do terminal rodoviário, das pontes dos povoados Poço Dantas, Malhada da Onça, Pedras, Belisca Pau etc., das quadras polidesportivas; dos campos de futebol, da falta de medicamentos, pequenos equipamentos e materiais de consumo na área da saúde, para não dizer de médicos; da merenda escolar; das más condições das escolas etc.
8 – O descumprimento da lei orçamentária é uma constante, apesar de esse fato ser tipificado como crime de responsabilidade pelas constituições, Nacional e Estadual, e pelo Decreto-lei 201-67. A repetição de dotações orçamentárias em praticamente todos os orçamentos, sem nenhuma execução é uma afronta à consciência da sociedade. Números e valores díspares ou inexistentes entre a LOA e o respectivo Balanço são fortes indícios da manipulação ou fraude ou simulação nesses documentos etc., com a “oculta” intenção de dar-lhes aparência de legitimidade e legalidade, como há muito esta Ongue e o Fórum de Controle de Contas Públicas denunciam.
8.1 – Além de que não se sabe quem São os componentes da Comissão Organizadora Municipal, de Decreto Municipal de convocação da Conferência, de divulgação detalhada da mesma nos sítios da CGE e da CGU, frisando-se que a página do Município na internete estava “fora do ‘ar’ no período de 18 a 28 de novembro, às 15:30 horas, quando esta Ongue a consultou.
9 – Enfim - como é de fácil compreender – não há como ser realizada uma conferência de controle social, sem prévio e necessário acesso e estudo ou até a uma simples leitura de vasta e complexa documentação municipal, por mais esforço que se queira fazer no momento. Pior, ainda, quando além do retroapontado, não há nenhuma específica capacitação da sociedade, de conselheiros municipais, de lideranças dos diversos segmentos, dos próprios servidores municipais para prestarem as dividas e corretas informações sobre os amplos temas de controle social, até porque o Município não divulgou que são os responsáveis pelas ações de Controle Interno e pela Comissão Permanente de Licitação.
10 - Por conseguinte, como forma de legitimar e de legalizar a conferência municipal de controle social de São Sebastião, bem como de gerar credibilidade nas ações do controle social, institucional e popular, bem como nas respectivas entidades e autoridades, além de ainda haver prazo para tal, esta Ongue PROPÕE e REQUER o adiamento da data da referida conferência para que antes da realização da mesma haja acesso às informações, em especial das leis orçamentárias e das respectivas prestações de contas, capacitação de servidores, de lideranças e da sociedade, como forma de efetiva participação social na administração pública e de não legitimação de ações erradas deste Município, que é gerido, inclusive, por professores universitários e médicos.
10.1 – Ainda – no nosso entender – se não houver possibilidade de adiamento, que a mesma seja CANCELADA, efetivando-se o controle social, institucional e popular, sobre a própria conferência e que o encontro dela resultante, seja considerando um dos momentos de capacitação da sociedade, servidores, lideranças etc., sinalizando, pedagogicamente, para esta e outras gestões municipais que a legislação precisa ser cumprida e a gestão democrática efetivada e praticada.
10.2 - Por último, esta Ongue pede desculpas a todos e todas pelas cansaçativas leituras de seus textos, mas julga estar cumprindo o seu papel institucional e prestando uma modesta, mas ativa contribuição para a construção de um São Sebastião mais igual e com melhor qualidade de vida. Luta, esta, que passa, necessariamente, pela anterior construção da justiça orçamentária.
Que, catolicamente falando, Nossa Senhora da Penha nos livre de todos os males.
Amém!

ONGUE SOLICITA À CÂMARA MUNICIPAL A DISPONIBILIZAÇÃO DO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL PARA 2012

A Constituição Estadual determina que o projeto da Lei Orçamentária Anual (pLOA) seja disponibilizado pela Presidência da Câmara Municipal à sociedade pelo prazo de ao menos 30 dias. No prazo a sociedade poderá apresentar as propostas de emenda que entender necessárias. No entanto, a determinação constitucional não é cumprida e a população perde o seu direito de participar e opinar para melhorar o gasto público. Abaixo lei o ofício.

ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO
>ONGUE<
Fundada em 19 de maio de 1993 - Estatuto registrada no Livro de Pessoas Jurídicas nº 36-A
Instituída com Entidade de Utilidade Pública em 10/032006, através da Lei Municipal nº 274/2006
Rua São Paulo, 150-A, Sala nº 03, Centro, CEP 57.275-000, São Sebastião, Alagoas, Brasil
CNPJ nº 03.299.083/0001-50 - Fone (82) 3542-1544 - Fax (82) 3542-1570 (favor)
Imeio: ongdeolhoss@bol.com.brwww.onguedeolho.blogspot.com

Of-Ongue-015/2011
São Sebastião, Alagoas, 15 de novembro de 2011

Assuntos: disponibilização do pLOA de 2012 à população, convocação, divulgação e realização de audiência pública, fatos necessários à aprovação do mesmo.

A Sua Excelência o Senhor
Vereador Atla de Lima Santos (PSB)
Presidente da Câmara Municipal de São Sebastião
SÃO SEBASTIÃO – ALAGOAS

Senhor Presidente,

Considerando as determinações das constituições, Nacional e Estadual, da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Estatuto da Cidade, bem como as disposições da Lei Orgânica deste Município e do Regimento Interno dessa Câmara Municipal, além dos princípios vetores da administração pública, esta Ongue, respeitosamente, solicita de Vossa Excelência, COM URGÊNCIA:

a – divulgar a disponibilização à população do projeto de Lei Orçamentária Anual para 2012, cumprindo o disposto no §11, do artigo 177, da Constituição Estadual, assim exarado:

“Além de sua publicação no Diário Oficial do Estado, os projetos de lei do Plano Plurianual, das Diretrizes Orçamentárias e dos Orçamentos anuais serão colocados pelo Poder Legislativo, com antecedência mínima de trinta dias de sua apreciação em Plenário, à disposição das instituições e pessoas interessadas, para deles tomarem conhecimento e oferecerem sugestões.” – grifamos,

alerta-se, ainda, em especial para as normas instituídas pelo §8º e seu I, do artigo supramencionado, assim consignadas:

“A sessão legislativa não será encerrada até a aprovação e remessa ao Poder Executivo dos autógrafos das leis, do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual, nos seguintes prazos:

I – o último dia do exercício para os projetos de lei do plano plurianual e o orçamento anual (...);” – grifamos;

b – convocar e divulgar à população a realização, local, data e horário de real audiência pública, sob condição de essa Câmara Municipal ficar impedida de aprovar o referido projeto da Lei Orçamentária Anual (pLOA), como determinam a LRF:

Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.

Parágrafo único. A transparência será assegurada também mediante:

I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos;” – grifamos

e o Estatuto da Cidade, assim tipifica:
“Art. 44. No âmbito municipal, a gestão orçamentária participativa de que trata a alínea f do inciso III do art. 4o desta Lei incluirá a realização de debates, audiências e consultas públicas sobre as propostas do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual, como condição obrigatória para sua aprovação pela Câmara Municipal.” – colocaram-se negritos e itálicos.

Essas ações (disponibilização e audiência públicas) são importantíssimas para proporcionar a participação da população nos debates sobre os projetos e as leis municipais, pois os mesmos, inclusive os das leis orçamentárias elaborados pela Prefeitura e até sem a participação material e efetiva dessa Câmara Municipal, não atendem às reais necessidades da população, que são priorizar, instituir ou ampliar políticas públicas mais abrangentes e universais, no sentido de garantir melhor qualidade de vida municipal.
Como a disponibilização do pLOA, a convocação para a audiência pública “deve ser bastante divulgada nos diversos meios de comunicação”, produzindo-se “um spot para veiculação constante na rádio parceira. Afixar cartazes em locais de grande circulação, como escolas, prefeitura, (câmara), posto de saúde etc.” e “garantir entrevistas para ressaltar a importância da participação de todos e todas (...)”. As frases entre aspas são de uma cartilha da Presidência da República, que orienta parâmetros e procedimentos para inúmeras conferências e audiências públicas, país afora e que complementa: “O primeiro passo para a divulgação é definir: dia (data), hora e local, além de como será a forma de inscrição das pessoas” participantes. A cartilha alerta, ainda, que o local da conferência ou da audiência pública deve ser “acessível às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.”
Por fim, ressalta que a rádio comunitária Salomé, manutenida por esta Ongue, pode, gratuitamente, fazer a divulgação, via textos, spots, entrevistas etc.

Nesta oportunidade, reiteram-se a V. Exª e a tod@s que fazem esse Poder Legislativo, votos de apreço e de distinta consideração.

Fraternalmente,

José Paulo do Bomfim
Conselho Comunitário da Ongue
(82) 9971-2016

c/c para o MPE e o MPC, Abracci e Abraço

ONGUE SOLICITA À CÂMARA MUNICIPAL CÓPIA DO PROJETO DE LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL PARA 2012

Lei abaixo o ofício que a Ongue de Olho em São Sebastião remeteu à Câmara Municipal, solicitando uma cópia ou certidão de inteiro teor do texto do projeto da Lei Orçamentária Anual (pLOA), que não teve as audiências públicas realizadas pelo Município, que, assim, infringiu a legislação de gestão democrática e de transparência administrativa.
ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO
>ONGUE<
Fundada em 19 de maio de 1993 - Estatuto registrada no Livro de Pessoas Jurídicas nº 36-A
Instituída com Entidade de Utilidade Pública em 10/032006, através da Lei Municipal nº 274/2006
Rua São Paulo, 150-A, Sala nº 03, Centro, CEP 57.275-000, São Sebastião, Alagoas, Brasil
CNPJ nº 03.299.083/0001-50 - Fone (82) 3542-1544 - Fax (82) 3542-1570 (favor)
Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br – www.onguedeolho.blogspot.com

Of-Ongue-013/2011

São Sebastião, Alagoas, 12 de outubro de 2011

Assuntos: certidão do inteiro teor do pLOA de 2012 ou cópia do mesmo

A Sua Excelência o Senhor
Vereador Atla de Lima Santos (PSB)
Presidente da Câmara Municipal de São Sebastião
SÃO SEBASTIÃO – ALAGOAS

Senhor Presidente,

Considerando as determinações das constituições, Nacional e Estadual, da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Estatuto da Cidade, bem como as disposições da Lei Orgânica deste Município e do Regimento Interno dessa Câmara Municipal, esta Ongue, respeitosamente, vem solicitar de Vossa Excelência uma certidão do inteiro teor do projeto de Lei Orçamentária Anual (pLOA) deste Município para o exercício de 2012.

Ressalta, com o intento de facilitar os trabalhos dessa Presidência, que uma cópia xerox do referido projeto atende às necessidades desta Ongue, uma vez que confia na veracidade da mesma.

Informa que debaterá com a comunidade são-sebastiãoense, inclusive com integrantes desse Poder Legislativo, o teor do referido projeto, com a finalidade de adequá-lo aos interesses da população. Este é um dos debates mais urgentes, na busca de melhorar as políticas públicas municipais e, consequentemente, a qualidade de vida da população.

Sabe-se, há tempos, que os projetos de leis municipais, inclusive, os das leis orçamentárias, elaborados pela Prefeitura e até sem a participação material e efetiva dessa Câmara Municipal, não atendem às necessidades da população, que são priorizar as políticas públicas mais abrangentes e universais.

Assim, considerando a legislação acima mencionada, requer dessa Câmara Municipal uma cópia do projeto da Lei Orçamentária Anual (pLOA) para o exercício de 2012 ou, se Vossa Excelência entender melhor e mais fácil considerar, uma certidão do seu inteiro teor.
Nesta oportunidade, reiteram-se a V. Exª e a tod@s que fazem esse Poder Legislativo, votos de apreço e de distinta consideração.

Fraternalmente,

José Paulo do Bomfim
Conselho Comunitário da Ongue
(82) 9971-2016

c/c para o MPE e o MPC, Abracci e Abraço

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MANIFESTO DA INTRANSPARÊNCIA:

NÃO HÁ TRANSPARÊNCIA NA TRANSPARÊNCIA

Ou ao menos não há publicidade e convocação da população e de entidades da sociedade civil, bem como comunicado para as emissoras de rádios, em especial as rádios e as tevês comunitárias, para as conferências regionais de controle social, que irão eleger delegados para a conferência estadual, que elegerá delegados para a conferência nacional.
Eis uma das articuladas razões para Alagoas estar mantendo os horrorosos índices sociais.
O Foccopa (Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas) recebeu de Penedo notícias e reclamações de que a conferência de controle social ali realizada praticamente não foi divulgada e, que se saiba, nenhuma entidade da sociedade civil foi convocada, muito menos ainda a população, para participar daquela conferência.
Assim, a 1ª conferência foi “dominada” por prefeituras e por câmaras municipais, entidades que têm reiteradamente descumprido as normas e os princípios concernentes à transparência e à publicidade nas gestões públicas municipais, como há muito denunciado ao Tribunal de Contas Estadual e ao Ministério Público Estadual, e, recentemente, ao Ministério Público de Contas.
Como já representado aos órgãos mencionados, no leque das normas pertinentes à gestão pública democrática e transparente, a grande maioria das mesmas não é cumprida, apesar de as gestões gastarem “rios” de dinheiro em consultorias, serviços de terceiros etc.
Razão por que este Foccopa e entidades que o compõe vêm a público questionar a legitimidade, apesar da aparente legalidade, da conferência realizada em Penedo e até das que estão por acontecer, face à disfarçada intransparência.
Com as denúncias, nesse sábado, o Foccopa consultou rádios, comerciais e comunitárias, comissões de cidadania e outras entidades, como sindicatos e associações comunitárias, bem como a partidos políticos, em Santana do Ipanema, Olho d’Água das Flores, Palestina, Pão de Açúcar, São José da Tapera, Poço das Trincheiras, Igaci, Craíbas, Cacimbinhas, Jirau do Ponciano, Campo Grande, Piranhas, Porto Real de Colégio, Delmiro Gouveia, Igreja Nova, Mata Grande, Inhapi, Água Branca, Campo Alegre, Palmeira dos Índios, Traipu, Taquarana e Monteirópolis, e – acredite se puder – nenhuma entidade está sabendo da convocação e das datas, locais e horário das conferências.
Em Atalaia, uma liderança sindical disse que sabia “por alto” que iria acontecer, mas não sabia mais nenhuma informação.
Aliás, fato notório e reconhecido por todos, em praticamente todos os municípios do interior de Alagoas, é que as “conferências” ou os “debates” só são divulgados em cima da hora, com um ou dois dias de antecedência ou até mesmo no próprio dia e até quando a conferência já havia começado, muitas vezes sem informações sobre o local, horário e pauta.
Dois fatos são ilustrativos dessas situações: Santana do Ipanema, na região do Médio Sertão, quando a faixa anunciativa estava sendo colocada e fotografada por volta das 10:40 horas, a respectiva conferência já teria começado às 08:00 horas; em São Sebastião, a Ongue recebeu das mãos da própria Secretária de Educação, às 12:05 horas, um convite para participar da eleição do Conselho da Merenda Escolar (CAE) às 14:00 horas.
Em São Sebastião – e não se sabe se só nesse município - onde a conferência irá acontecer no dia 30 próximo, segundo o saite da Controladoria Geral do Estado, a rádio comunitária Salomé, a Ongue de Olho em São Sebastião, o Sinteal, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a Associação de Mulheres, o sindicato municipal dos servidores, a associação dos artesãos, a associação de pessoas com deficiências, a associação de mulheres rendeiras, associações comunitárias rurais e urbanas, a federação das associações, bem como os partidos políticos, não receberam nenhuma convocação ou mesmo informação. Servidores públicos municipais e – pasme – até um secretário municipal e um diretor de uma das maiores escolas informaram nada saber sobre “essa tal de conferência”.
Em São Sebastião a Ongue quer consignar na ata e nos anais da conferência os ofícios e as representações encaminhados a diversos órgãos públicos, solicitando inúmeras providências. Irá consignar, também, que as gestões municipais e as legislativas são-sebastiãoenses não cumprem a maioria das normas sobre gestão pública democrática e transparente, mesmo quando provocadas, e que, em razão da falta de probidade administrativa, diversos gestores já sofreram condenações, havendo até fraude legislativa.
Pelo lido acima, percebe-se que não só São Sebastião pede a implementação de atitudes de transparência administrativa e legislativa.
P.S.: O texto anteriormente divulgado para diversas pessoas e entidades sofreu uma pequena alteração, no sentido de citar-se o caso da eleição do CAE em São Sebastião.
No dia seguinte à divulgado do texto supra, a Ongue de Olho em São Sebastião, integrante deste Fórum, remeteu um pedido de Socorro à Consocial-CGU e a outras entidades, divulgado em http://onguedeolho.blogspot.com/2011/11/socorro-consocial.html
.– Paulo Bomfim

SOCORRO CONSOCIAL!

Só ontem, por intermédio do saite da Controladoria Geral do Estado, esta entidade ficou sabendo de que a conferência de controle social em São Sebastião será no dia 30. Nada aqui foi divulgado pelo Município, inclusive na rádio comunitária local. Esta Ongue concordou com o “Manifesto da Intransparência: não há transparência na transparência”, divulgado pelo Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas (Foccopa) do qual esta entidade faz parte, divulgado em http://fcopal.blogspot.com/2011/11/manifesto-da-intransparencia.html.
A situação é tão preocupante que até na página desta conferência na CGU, no banner da Consocial, em “Confira se seu município já convocou a 1º Consocial”, não há nenhuma informação a respeito da mesma, apesar de informar que o Município a convocou. Seria uma conferência fantasma, como já ocorreram outras situações por aqui?
As gestões municipais e legislativas têm praticado as mais diversas irregularidades. Muitas delas já comunicadas ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas Estadual, e mais recentemente, após a sua real instalação, ao Ministério Público de Contas.
A administração municipal não cumpre com a grande maioria das normas e princípios sobre a gestão democrática e a transparência administrativa. Todas as leis orçamentárias são aprovadas irregularmente, havendo inconstitucionalidades, formal e material, claras. Os balanços municipais aparentam ser maquiados e percebe-se, claramente, que as leis orçamentárias anuais não são cumpridas.
Nessa manhã na feira livre, esta entidade indagou de inúmeros diretores de associações comunitárias, sindicatos e diversos partidos políticos, além da própria população e ninguém sabia que essa conferência irá acontecer. Indagamos, até de servidores municipais, além de um Diretor de Escola e de um Secretário Municipal, e eles nada sabiam.
Acreditamos que não mentiram!
Esta prática é cotidiana neste Município, envolvendo outros eventos. Pior, O prefeito Zé Pacheco e sua esposa professora Arlete Regueira são dois dos bons médicos e professores universitários alagoanos, mas fazem gestão municipal desastrosa e criminosa. São as mais diversas irregularidades, algumas delas já apuradas e outras em procedimento investigatório.
Como dar para perceber, a conferência municipal – de fato – não existirá, pois sequer haverá possibilidade de convocação tempestiva da mesma, agora que mais esse triste fato veio à tona.
Por imeio, o fato foi comunicado ontem à noite a Controladoria Geral do Estado, por intermédio do manifesto aí também protocolizado, bem como o mesmo foi divulgado à sociedade e a outras entidades estaduais.
Enfim, dentro de suas precariíssimas possibilidades, esta entidade IMPUGNA a suposta e a aparente conferência municipal, solicitando a PRONTA E IMEDIATA intervenção dessa Consocial, no sentido de SUSPENDER as atividades da dita conferência municipal e, assim, ajudar a combater as FRAUDES e as SIMULAÇÕES da gestão municipal, até mesmo quanto a uma conferência de controle social.
Atenciosamente,
A Diretoria da Ongue.
P.S.: O texto anteriormente divulgado sofreu ligeira modificação; algumas pessoas perguntaram para onde ele foi encaminhado. À CGU(Consocial) e para outras entidades e pessoas.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Artigo: “A República, o feriadão e a Globo”, por Elói Pietá
(Arte Ricardo Weg - PT)
No Jornal Nacional da TV Globo, o noticiário mais assistido do Brasil, na terça-feira (15 de novembro) não houve nenhuma referência aos 122 anos da Proclamação da República, razão do feriado que multidões de brasileiros emendaram.

Quanta gente ficou sabendo o motivo do feriado? Ouvi um taxista dizer que era o dia da Bandeira. Que aproveitamento houve da data para chamar a atenção sobre os grandes temas da democracia brasileira? Nenhum.
Se tivéssemos aqui uma espécie de BBC, um conjunto de canais públicos de TV que se destacam na Inglaterra por grande audiência e grande qualidade, certamente o nível da cultura e da democracia brasileira seria maior. Não cabe interferir na programação e no conteúdo da Globo, que apresenta programas de grande qualidade, como a matéria no mesmo Jornal Nacional sobre a história do tráfico de drogas nas favelas do Rio. Trata-se de ter uma concorrência à altura, de qualidade, encarada pelo setor público, que tem vocação diferente do setor privado. Jamais com a chatice da Voz do Brasil, não com a programação arrastada da TV Brasil, nem com a grade ora infantil ora elitista da TV Cultura (que na hora de um jogo da seleção brasileira apresenta algum debate no Café Filosófico sobre o papel do riso). Os lobbies do setor privado da notícia sempre se deliciaram com este tipo aborrecido de comunicação. E com os mirrados orçamentos estatais para os canais públicos de TV.
A BBC surgiu, como outras emissoras públicas na Europa, procurando cultivar cidadania, democracia, arte, moral, ao tempo em que veiculavam informação, seja qual fosse o objetivo ideológico- estratégico na primeira metade do século passado, marcado pela disputa capitalismo-socialismo e pela disputa entre si dos países europeus. A sua autonomia do governo sempre foi uma batalha, às vezes mais bem sucedida, outras vezes menos.
Diferente foi o caminho brasileiro onde o setor privado se impôs soberano no mundo da televisão. As emissoras comerciais surgiram para arrecadar lucros, e, portanto tratar sua audiência como consumidores, procurando incutir neles novas necessidades materiais e os valores individualistas e consumistas. E depois se descobriram como empresas donas de muito poder sobre a sociedade, sobre o Governo, sobre o Congresso, sobre o Judiciário.
A democratização dos meios de comunicação no Brasil significa universalizar e impulsionar a imensa criatividade da cultura brasileira, atender à pluralidade do pensamento, difundir as diferentes ideias políticas, buscar um equilíbrio objetivo no que é informado e na maneira como o é.
No caso do feriado da República, daria para ter colocado em cena o papel das Forças Armadas em nossa história, já que a República foi uma transição por cima, um golpe militar que derrubou o Império desgastado por vários motivos, entre eles, a abolição da escravidão um ano antes. Daria para ter lembrado a revolta de Canudos, uma confusão entre revolta social, religiosidade e monarquismo. Daria para lembrar as eleições de presidente da República em que as mulheres e os analfabetos eram proibidos de votar e então só uns 3% de brasileiros escolhiam o presidente. Daria para ter lembrado as fases doloridas da República: República Velha, ditadura Vargas, redemocratização, ditadura militar, transição do Colégio Eleitoral, República atual, etc. Tem muitos filmes bons com passagens sobre isso, tem muitos registros históricos (quadros, fotos, áudio-visuais), tem bons debatedores, há muita polêmica.
Alguém dirá: mas já temos as TVs educativas. Só que elas que surgiram como espécie de telecursos nada atrativos, com sinal de diminuta potência, chamadas de educativas para mostrar ao poder privado que não eram TVs completas. Apesar dos avanços tecnológicos, um estranho fenômeno ainda é atual: a dura luta para ver com nitidez as TVs públicas, que aparecem com qualidade de muitos anos atrás, ofuscadas pela clareza, beleza e brilho das TVs privadas. Em São Paulo vejo uma beleza de imagem e som nos canais abertos da Globo, SBT, Record, etc, e sofro com a imagem e o som ruins da Cultura. Em Brasília, a mesma decepção com a TV Brasil. A pobreza de periferia reservada para as TVs públicas não ocorre por acaso. É caso pensado. É a arrogância do setor privado impondo-se à humildade temerosa do setor público.
Se tivesse uma TV pública com a mesma qualidade e audiência da Globo, na reunião de pauta do Jornal Nacional no dia seguinte ao feriadão da República, alguém ia ter um puxão de orelha. Não porque o governo tivesse interferido. Porque o público brasileiro teria gostado da TV pública, e porque os anunciantes da TV privada teriam reclamado da queda de audiência.
Estamos atrasados em décadas com este sistema manco de comunicação. Temos que fortalecer o sistema público para concorrer com o sistema privado. Vimos o quanto isso é importante no setor bancário, para contrabalançar o poder da finança privada na economia. E quando se trata do espírito, da informação que fundamenta opiniões e ações? Precisamos de um país mais republicano do que este que temos.
Fonte: www.pt.org.br - Elói Pietá é secretário-geral do Partido dos Trabalhadores

PARÁ – É CONDENADO A PAGAR INDENIZAÇÃO POR PRATICAR A CONHECIDA IMPUNIDADE

Se a moda pergar...
Sei não!
Mas a juíza Maria Aldecy de Souza, na Comarca de Marabá, condenou o Estado do Pará a indenizar em R$700 mil a família de Gabriel Sales Pimenta, assassinado em 1982.
Gabriel era advogado da Comissão Pastoral da Terra e foi assassinado após defender e ganhar uma causa contra o fazendeiro Manoel Cardoso Neto, irmão do ex-governador mineiro Newton Cardoso, que durante a sua gestão ficou conhecido como “violentador mor da ‘gramática culta’ “, como li em jornal mineiro, à época.
Em razão da “morosidade“ da Polícia, Ministério Público e da Justiça Penal paraenses, transcorreu o tempo para punir o mandante do crime, em razão da prescrição da punibilidade para o assassinato.
A tramitação do processo penal durou 24 anos. Apesar da punição imposta ao Estado piauiense ter agradado a quem sempre lutou, torna-se necessário uma reflexão sobre quem são os responsáveis pela impunidade.
As instituições estaduais são integradas por pessoas bem escolarizadas e que, com a possível omissão, deram causa à impunidade, que, pois, levou à condenação do Estado.
Segundo integrantes da CPT paraense, a luta a partir de agora será para pesquisar quem seriam as autoridades responsáveis pela impunidade e responsabilizá-las também?