sábado, 20 de abril de 2019

SE HÁ R$405.391,00 PARA CAIXÃO, ELE NÃO FOI ENTREGUE POR QUÊ?


Chegou a esta Ongue, por intermédio da comunicadora da rádio comunitária Salomé FM, Vera Santos, a notícia de que uma pessoa carente morreu e a família enlutada foi à Semas (Secretaria Municipal de Assistências Social), solicitar um caixão.

Lá foi orientada a procurar uma determinada funerária. Nesta, lá chegando, a grande e a má surpresa surgiram.

Dívida - O necessário e o urgente caixão para o falecido não foi fornecido porque a administração Zé Pacheco-Erivânio Curtinho não paga a funerária há muito tempo, tendo lá um considerável débito.

Então, surgiu a seguinte pergunta: “a(sic) dinheiro para a prefeitura dá(sic) caixões de defundo?”

Este redator, também Conselheiro Municipal de Controle Social, foi consultar as leis orçamentárias de 2018 e de 2019.

Dinheiro - Nessa consulta, descobriu que há muito dinheiro para caixão: R$ R$405.391,00, como o OAS (Orçamento da Assistência Social) informa. Apesar de, especificamente ou com precisão, o OAS não dizer que são dinheiros para caixão, mas para algum dos “benefícios eventuais”. O montante é praticamente o dobro, quando comparado com o ano de 2018.

Certezas e incertezas - Então, no dizer de alguém, “a morte é certa, mas de tempo incerto”. Traduzindo, a morte é algo certo e definido, mas quando ela acontecerá ninguém sabe. Não se sabe, mas se pode prever, por isso, temos a chamada expectativa de vida.

Para resumir, eis só mais um descaso da administração. Se um descalabro desse vai acabar, ninguém sabe quando. Alguns dizem que é em 2020.

Com quem, eis algo incerto e a depender de cada eleitor ou eleitora?

 Ano passado - Em 2018, “benefícios eventuais” tiveram exatos R$230.984,60.

>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contatos – imeio: ongdeolhoss@bol.com.br – blogue:onguedeolho.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim – Conselheiro Municipal de Controle Social
Data:16 de abril (Dia da Voz) de 2019
Fontes: Lei Orçamentária Anual(Loa) de 2018 e de2019

sexta-feira, 19 de abril de 2019

A RESSURREIÇÃO DE UM TORTURADO E CRUCIFICADO: JESUS DE NAZARÉ

A seguir você lerá uma dos muitos bons textos divulgados nesta Páscoa para a reflexão de cada um de nós, cristão ou cristã. O escritor é Frei Leonardo Boff, uma das mentes mais humanistas desse chão.

"A páscoa da ressurreição deste ano se celebra no contexto de um país onde quase toda a população está sendo sufocada por um governo de extrema-direita que tem um projeto político-social radicalmente ultra-neoliberal. Ele se mostra sem piedade e sem coração pois desmonta os avanços e os direitos de milhões de trabalhadores e de pessoas de outras categoriais sociais.

Coloca à venda bens naturais pertencentes à soberania do país. Aceita a recolonização do Brasil no intuito indisfarçável de repassar a nossa riqueza para as mãos de pequenos e poderosos grupos nacionais e internacionais. 

Não há qualquer sentido de solidariedade e de empatia para com os mais pobres e com aqueles que vivem ameaçados de violência e até de morte pelo fato de serem negros e negras, de habitarem em favelas, indígenas, quilombolas ou de outra condição sexual.

Andando por este país e um pouco pelo mundo, ouço, de muitas partes, gemidos de sofrimento e de indignação. Então, parece-me ouvir as palavras sagradas: ”Eu vi a opressão de meu povo, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci pra libertá-los e faze-los sair desse país para uma terra boa e espaçosa” (Ex 3,7-8).

Deus deixa sua transcendência (“Deus acima de todos?”), desce e se coloca no meio dos oprimidos para ajudá-los a fazer a passagem (pessach=páscoa) da opressão para a libertação.

Vale enfatizar o fato de que há algo de assustador e de perverso em curso: um chefe de estado exalta torturadores, elogia ditadores sanguinários e considera um mero acidente o fuzilamento com 80 tiros, por militares, de um negro, pai de família. E ainda propõe o perdão pelos que promoveram o holocausto de seis milhões de judeus. Como falar de ressurreição num contexto de alguém que prega uma perene “sexta-feira santa” de violência?

Ele tem continuamente o nome de Deus e de Jesus em seus lábios e esquece que somos herdeiros de um prisioneiro político, caluniado, perseguido, torturado e crucificado: Jesus de Nazaré. O que faz e diz é um escárnio, agravado pelo apoio de pastores de igrejas neo-pentecostais, cuja mensagem pouco ou nada tem a ver com o evangelho de Jesus.
Apesar desta infâmia, queremos celebrar a páscoa da ressureição que é a festa da vida e da floração como a do semi-árido nordestino. Após algumas chuvas, tudo 
ressuscita e reverdesse.

Os judeus, escravizados no Egito fizeram a experiência de uma travessia, de um êxodo da servidão para a liberdade em direção de “uma terra boa e vasta onde corre leite e mel”(símbolos de justiça e de paz: Ex 3,8). A “Pessach” judaica (Páscoa) celebra a libertação de todo um povo e não apenas de indivíduos.

A Páscoa cristã se agrega à Pessach judaica, prolongando-a. Celebra a libertação da inteira humanidade pela entrega de Jesus, aceitando a injusta condenação à morte de cruz, imposta, não pelo Pai de bondade, mas como consequência de sua prática libertadora face aos desvalidos de seu tempo e por apresentar uma outra visão de Deus-Pai, bom e misericordioso e não mais um Deus castigador com normas e leis severas, fato inaceitável pela ortodoxia da época.

Ele morreu em solidariedade para com todos os humanos, abrindo-lhes o acesso ao Deus de amor e de misericórdia.

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de um torturado e crucificado. Ele fez a passagem e o êxodo da morte para a vida. Não voltou para a vida que tinha antes, limitada e mortal como a nossa. Mas nele irrompeu um outro tipo de vida não mais submetida à morte e que representa a realização de todas as potencialidades presentes nela (e em nós). 

Aquele ser que vinha nascendo lentamente dentro do processo da cosmogênese e da antropogênese, alcançou por sua ressurreição tal plenitude que, enfim, acabou de nascer. Como disse Pierre Teilhard de Chardin, ele, plenamente realizado, explodiu e implodiu para dentro de Deus.

São Paulo entre perplexo e encantado o chama de “novissimus Adam” (1 Cor 15,45), o novo Adão, a nova humanidade. Se o Messis ressuscitou, toda a sua comunidade, que somos todos nós, até cosmos do qual somos parte, participamos desse evento bem-aventurado. Ele é o “primeiro entre mutos irmãos e irmãs ( Rom 8, 29). Nós seguiremos a ele.

Apesar da “sexta-feira santa” do ódio e da exaltação da violência, a ressurreição nos infunde a esperança de que faremos a passagem (páscoa) desta situação sinistra para o resgate de nosso país, onde não haverá mais ninguém que ousará favorecer a cultura da violência nem exaltará a tortura, nem se mostrará insensível ao holocausto de milhões de pessoas. Aleluia. Feliz Páscoa a todos.

Escrito por Leonardo Boff, téologo e filósofo, escreveu Paixão de Cristo-paixão do mundo”, Vozes 2005.

https://leonardoboff.wordpress.com/2019/04/15/a-ressurreicao-de-um-torturado-e-crucificado-jesus-de-nazare/
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quinta-feira, 18 de abril de 2019

VAI TER PEIXE NESSA SEMANA SANTA?

Não!

Ao menos até agora, Zé Pacheco-Erivânio Curtinho silenciam. Mas ainda dá tempo, pois há muito dinheiro, servidores e veículos à disposição do agir da vontade político-administrativa.

Silêncio - A caladez da gestão já é algo importante, pois ao menos o prefeito Zé Pacheco não acusa ninguém de estar impedindo a distribuição de peixe, apesar de muito dinheiro na Semas (Secretária Municipal de Assistência Social): R$7.830.715,20, eis a soma do crédito inicial e do crédito adicional suplementar de 40%, fixado por 10 vereadores e 3 vereadoras, ainda no ano passado.

Dinheiros - Desses quase oito milhões de reais para garantir os direitos protegidos pela Assistência Social, R$112.000,00 (ou apenas 1,4, do orçamento da Semas) são para cestas básicas. Apesar de não haver dinheiro (dotação) específico para a aquisição e a distribuição transparente de peixes na Semana Santa, esses R$112 mil poderiam servir para contemplar as "Cestas Santas", como diz um prefeito sertanejo.

Ali e acolá - Com transparência ou de informa intransparente, muitas prefeituras estão distribuindo peixes e outros acompanhamentos, como de amenizar o apetite de muita gente neste Alagoas.

Há anos, a culpa para não atender com honestidade e com transparência a necessidade da população carente, que todos e todas conhecem e sabem onde mora, era dos então vereadores André Bomfim e Atla Lima.

E nesse ano, "josé"? Aliás, em anos anteriores a peixada não saiu por que mesmo?

Ano passado - Em 2018, a Semas teve R$7.025.950,00, sendo R$252.000,00, para “cestas básicas”, mas os peixes também não foram pescados.

Aguarda-se o acesso à prestação de contas, específica da Semas ou Municipal de 2018, que deveria estar na Câmara desde dois de abril.

>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contatos – imeio: ongdeolhoss@bol.com.br – blogue:onguedeolho.blogspot.com
Redação: Paulo Bomfim – Conselheiro Municipal de Controle Social
Data:16 de abril (Dia da Voz) de 2019
Fontes: Lei Orçamentária Anual(Loa) de 2018 e de2019