quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL INFORMOU QUANTO REPASSOU PARA SÃO SEBASTIÃO EM JANEIRO DE 2015, INCLUSIVE QUANTO MANDOU A TÍTULO DE FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DO MUNICÍPIO



A parte do montante dos dinheiros repassados pela União para este Município, em janeiro de 2015, foi de R$4.282.535,58.
Os dinheiros são repassados em obediência ao princípio da repartição das receitas tributárias. O princípio diz que dos impostos arrecadados pelo Governo Nacional um determinado percentual deles vem para este Município.
Em janeiro-2015, só o FPM somou: R$1.992.868,64, já descontados os R$63.257,69, para pagamento das dívidas para com a Previdência Social e para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço(FGTS) de servidores municipais.
Mas...
O que foi feito, antes, com esses dinheiros? Quem sumiu com eles?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

SãoSebastião2015-SãoJosé-Histórico da Questão do Terreno no Bairro São José


A luta tem sido grande!
Com a mobilização da população e com as matérias divulgadas na internete, onde podem ser lidas e consultadas (onguedeolho.blogspot.com), e principalmente com a vinda da imprensa à sessão extraordinária, muita gente tem perguntado fatos no sentido de saber mais sobre a chamada e intitulada “Questão do Terreno no Bairro São José”. Assim, resolvemos fazer a seguir um histórico resumo da situação, objetivando situar os fatos temporalmente e facilitar a compreensão e os debates para todos e todas.
1 – Terrenos - ou terreno - foram comprados pelo então prefeito Sertório Ferro, onde ele construiu dois prédios municipais: A Fábrica de Ração (FR) e o Posto de Resfriamento de Leite (PRL), por volta de 2001-2002, bem como as 50 residências que se transformaram na comunidade Barro Branco.
1.1 – O PRL foi construído na área que hoje está ocupada pela residência e comércio do “Quinhentos” ou senhor Elias.
1.1.2 – A FR foi construída na área que atualmente está sem construção alguma e, segundo o Projeto de Lei Municipal nº01-2015, estando em procedimento de troca.
1.1.3 – Os dois prédios municipais foram completamente equipados na época.
2 – Na 2ª gestão do prefeito Zé Pacheco, a partir de 2005, os equipamentos dos prédios começaram a ser retirados e, aparentemente, estão na posse e uso de alguém ou em lugar não sabido pelos moradores das comunidades e pela própria população.
2.1.1 – Na 3ª gestão do prefeito Zé Pacheco o prédio do PRL foi absurdamente destruído, perdendo o seu caráter de prédio de “uso especial”.  Restando apena um “terreno nu”. Os comentários contrários à destruição foram muitos. Todavia, as próprias comunidades do bairro, os fornecedores de leite, e a população em geral não resistiram concretamente.
 2.1.2 – Posteriormente, na referida área foi construída a edificação da residência. Já na gestão do prefeito Charles Regueira foi construído prédio comercial do “Quinhentos”. Não se sabe se a Câmara aprovou as doações ou as vendas dos respectivos terrenos ou se as mesmas foram feitas na “baixa”. 
2.1.2.1 – Apenas se tem notícia de que, por volta de junho de 2014, foi afixado no quadro de aviso da Prefeitura o Edital nº01-2014, que tratava de “Inscrições para Doação de Terrrenos do Bairro(sic) Barro Branco”. Com a divulgação do referido edital pela Associação Comunitária, via rádio Comunitária (RadCom) e no saite da Ongue de Olho em São Sebastião, inúmeras famílias procuraram a Secretaria de Assistência Social para fazer a tal inscrição.
2.1.2.1.1 – Mas na mencionada Secretaria as informações eram que não havia terrenos a ser doados e uma servidora, nervosa com a quantidade de gente que ali comparecia para fazer a inscrição, chegou a dizer que “nunca soube desse tal edital”.  “Nunca mandaram isso prá aqui”, arrematou. 

2.1.2.1.2 – Teria o referido edital sido alguma simulação ou mesmo baita fraude? A Prefeitura teria forjado o edital, para enganar a população e dar aparência de legalidade a falcatruas? Com a respostas as autoridades competentes, em especial as de controle e de fiscalização.
 2.1.3 – No meado do ano de 20013, rapidamente, foi destruído o prédio da FR, que também foi transformado em terreno nu e, portanto, de uso dominical, como o anterior o PRL.
2.2 – Com a destruição do prédio da FR, as comunidades passaram a debater o que deveria ser feito ali. Várias reuniões foram feitas. Decidiu-se, então, apresentar aos dois poderes municipais: Prefeitura e Câmara, as reivindicações das duas comunidades. Não foram atendidas e sequer recebidas pelo Prefeito.
2.2.1 – Ante as dificuldades de serem atendidas e até mesmo recebidas pelo gestor, as comunidades protocolizaram na Câmara e na Prefeitura, já em 2013,  emenda legislativa ao projeto da Lei Orçamentária Anual (pLOA) para 2014, na qual propunham que na área fossem construídos uma creche e um posto de saúde, além de outra reivindicações, como os 15 banheiros, sendo 6 na comunidade Barro Branco e 9 na São José.
2.2.1.1 - O teor de cada emenda foi divulgado na bicicleta de som e na rádio comunitária (RadCom), por diversos dias, e no programa radiofônico “Pajuçara na Hora”, realizado pela rádio Pajuçara FM, em Arapiraca, então apresentado pelo radialista José Rocha. As comunidades chegaram a ameaçar a fazerem uma “Cocozada” defronte à Câmara e à Prefeitura, em razão da não construção dos banheiros, apesar de haver muito dinheiro para tal. Mesmo assim, não foram atendidas.
2.2.1.1.2 – Em 2014, ao pLOA para 2015, a emenda foi renovada, com duas alterações, em relação à anterior.
2.2.1.1.3 – Foi retirada a necessidade de construção de uma residência de alvenaria, em substituição à casa de taipa existente, para a senhora Geilza dos Santos, na rua Marizete Maria da Conceição. No entanto, por irresponsabilidade do Prefeito e dos vereadores da época, a referida senhora veio a falecer, sem ter morado em uma almejada “casinha de tijolo”, como ela se referia à pretendida residência.
2.2.1.1.4 – Na emenda legislativa ao pLOA-2015, incluiu-se a necessidade da construção de uma área de lazer ou praça ou “mesmo uma área verde”, como alguém da comunidade sugeriu. No entanto, a emenda sequer foi debatida e menos ainda subscrita por algum dos nossos 13 vereadores.
3 – Agora vem uma irresponsável e ilegal tal “troca”, que passou a receber concreta resistência das referidas comunidades, como todos já sabem, por intermédio da Comissão de Cidadania e da Associação Comunitária do referido Bairro São José, recebendo apoios de outras entidades e da imprensa. Estiveram presentes o jornal Tribuna Independente, cujos comparecimentos à sessão extraordinária, (in)diretamente,  forçaram a retirada do PLM da pauta, pela 2ª vez.    
3.1 – Para quem não conhece o mencionado terreno, algumas informações complementares sobre o mesmo. Ele fica localizado no Bairro São José, na margem direita da Rodovia AL-110, no sentido São Sebastião-Arapiraca, onde está sendo construído mais um posto de combustível, a uns 150 metros da avenida de acesso/saída da cidade na direção de Arapiraca.
É uma área das mais valorizadas de São Sebastião e que mesmo após ter sido desvalorizada com as destruições dos dois equipamentos (prédios públicos) municipais, foi mais ainda subavaliada pela administração no estranho laudo que produziu.
3.1.1 – Então, às comunidades prejudicadas, para além da forte luta de resistência que efetivam, resta-lhes pedir o apoio de todos e de todas. A luta continua e é gigantesca, como todos podem claramente perceber.
Assim, pedimos que REMETAM IMEIOS de apoio à justa luta para: contato@saosebastiao.al.gov.br, e cópia para: associacaosaojose.al@gmail.com.
Muito obrigado a todos e a todas!
Comissão de Cidadania
Associação Comunitária do Bairro São José

SãoSebastião2014-Povoado-PONTO NOVO PEDE CUMPRIMENTO DE PROMESSA ELEITORAL, COM A CONSTRUÇÃO DE PONTO DE TRANSPORTE



Hoje (26-09-2014), à tarde, esta Ongue retornou ao povoado Ponto Novo e colheu da população a cobrança de uma promessa eleitoral feita pelo então candidato a vereador José Afonso Pacheco(PP), eleito e atual Presidente da Câmara Municipal.

A promessa eleitoral não cumprida, até essa tarde, diz respeito à construção de pontos de transporte naquele povoado para servir de embarque e de desembarque de passageiros em ambas as margens da AL-110, dando acesso aos povoados Ponto Novo-Brejinho Dois ou Lagoa Seca-Prata-Gongo-Maracujá.

Na oportunidade, estiveram presentes: Paulo Bomfim, Dimas Francisco e Manoel Avelino, quando ouviram a reivindicação não só dos pontos de transportes, mas também o reforço da necessidade de construção de quebra-molas naquele cruzamento, envolvendo as citadas rodovia estadual e estrada vicinal, ambas muito movimentadas.

A reportagem observou que no referido local a rodovia tem uma longa reta e os veículos trafegam em alta velocidade, causando realmente constantes perigos de atropelamentos e outros tipos de acidentes.

Inclusive, na semana passada, o senhor Olavo Júnior da Silva, praticamente foi atropelado quando por ali, como hoje, passava com a sua carroça de mão carregada de capim. Segundo ele, um motociclista em alta velocidade e conduzindo um reboque por muito pouco não o atropelou, mas bateu em sua carroça e arrancou uma das rodas da mesma, que ficou no leito da rodovia. 
  
>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contato - Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br - Blogue: onguedeolho.blogspot.com
Redação Paulo Bomfim - Conselheiro Municipal de Controle Social em São Sebastião
Fontes: Vistas aos povoados Ponto Novo, Brejinho II e Lagoa Seca.
Data:26-9-2014

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

SãoSebastião2015-SãoJosé-“TROCA DO TERRENO DO SÃO JOSÉ FOI RETIRADA DA PAUTA DA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA



“É triste para cada vereador ver retirado de pauta o projeto, sem nenhuma explicação. Um desrespeito!”, disse o vereador Vando Canabrava na tribuna e ao manifestar-se na sessão extraordinária que foi convocada para votar exatamente o Projeto de Lei Municipal (PLM) nº 01-2015, que pode ser lido por você no blogue desta Ongue na internete, no endereço virtual a seguir: http://onguedeolho.blogspot.com.br/2015/02/saosebastiao2015-saojose-projeto-de-lei.html, mas foi retirado da chamada “ordem do dia” sem que alguns vereadores soubessem, mas logicamente com a concordância da maioria deles.
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O referido e original projeto chegou à Câmara Municipal (CM) em 29-1-2015 para ser aprovado às pressas. Como os vereadores da oposição estranharam os valores, inclusive o do aluguel mensal de R$4.383,82, que serviria para quitar a diferença, habilmente, o Presidente da CM informou que o projeto foi solicitado de volta pelo Prefeito e a sessão não foi realizada.

A notícia imediatamente espalhou-se e na sexta-feira, 30-1-2015, à noite, a Comissão de Cidadania e a Associação Comunitária do Bairro José se reuniram e elaboraram uma Nota Pública de Protesto (NPP), que foi divulgada durante a feira livre, no sábado, em carro de som e pela rádio comunitária (RadCom). Leia a NPP em: http://onguedeolho.blogspot.com.br/2015/01/saosebastiao2015-populacao-do-sao-jose.html.  

A CM não divulgou para à sociedade quando aconteceria realmente a sessão extraordinária. Todavia, na manhã de sábado, o Analista Legislativo e editor do Jornal Popular, Mesbla Kaldas, em entrevista na RadCom, informou que a referida sessão seria na segunda-feira, às 16:00 horas, segundo os vereadores da oposição.

A partir daí a Comissão de Cidadania e a Associação São José mobilizaram a população e distribuíram à sociedade, além da NPP, a matéria: “É FRAUDE! O PREFEITO FARIA UM NEGÓCIO DESSE COM ALGUM DE SEUS BENS PARTICULARES?” produzida por esta ongue, na qual mencionava basicamente o valor e a metragem de cada terreno, bem como os valores da torna e do aluguel, o que reforçou a indignação da população, mesmo das pessoas não residentes nas comunidades do Barro Branco e do São José.

A íntegra da mencionada matéria você poderá ler na internete em: http://onguedeolho.blogspot.com.br/2015/01/saosebastiao2015-saojose-e-fraude-o.html. Assim, passou-se a comentar que o projeto seria novamente retirado da pauta, em razão da forte mobilização e para não causar constrangimento aos vereadores que o aprovassem.

À 1ª sessão extraordinária de 2015, gerava grande expectativa. O jornal Tribuna Independente compareceu e aí o auditório da CM ficou lotado. Todos os 13 vereadores compareceram. Nesse momento já se sabia que o PLM nº01-2015 era outro, pois teve a sua redação alterada, apesar de manter a numeração anterior.

Declarada aberta a sessão, foi dispensada a leitura da ata da sessão ordinária anterior e informada as matérias que estavam na ordem do dia. Na referida ordem constavam dois outros projetos de lei. Um que tratava do pagamento do piso nacional de salário dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. Era o PLM nº02-2015. Um outro projeto, o PLM nº03-2015, tratava do aumento do salário família de filhos de servidores municipais, na ativa ou aposentados. Havia também um Projeto de Resolução (PR) nº01-2015, que alterava a simbologia e os códigos de pagamento de servidores. Todos os 3 projetos foram aprovados por unanimidade.

No reapresentado PLM nº01-2015, as mudanças causaram estranheza, pois há bastante tempo o imóvel onde funciona a Secretaria Municipal de Agricultura (Semag) está alugado e, acredita-se, o pagamento sendo feito. Mas com a publicização do valor do mesmo, a importância mensal do aluguel teria sido reduzida para R$2.400,00 e que, durante os 24 meses, o valor seria compensado com a utilização do imóvel pela Semag.

A diferença entre o montante dos alugueis: R$57.600,00 e o da torna: R$105.211,75, será paga em 10 parcelas mensais de R$4.761,18, totalizando:R$47.611,75. “Mexeram no valor do aluguel porque não poderiam alterar os valores que disseram existir nos laudos de avaliação”, disse um dos agentes de saúde que acompanhou a sessão. No entanto, o vereador Jailton da Serra informou à reportagem que os laudos não acompanharam o projeto, apesar da Mensagem do Prefeito dizer :”[...] tudo conforme laudos de avaliação em anexo – Docs I e II.”

Outro detalhe interessante é que o PLM, inicialmente apresentado, foi recebido na CM em 29-1-2015, mas quando alterado e reapresentado foi datado de 28-01-2015. As assinaturas de quem recebeu estão apenas rubricadas e não há identificação do servidor ou vereador que os recebeu, bem como não foi aposto o horário dos respectivos recebimentos, revelando, no mínimo, má organização no serviço de protocolo ou alguma outra intenção.

Outro detalhe é que o Prefeito, talvez querendo convencer à população e os vereadores, diz na sua Mensagem que a empresa a ser ali instalada, gerará 20 empregos direitos e chega a mencionar também os chamados "empregos indiretos". No entanto, o PLM de debate diz apenas que o proprietário da mesma Pastor Moisés "se obriga somente a contratar Munícipes" para trabalhar na futura empresa [...]" ou seja os 20 empregos diretos não estão garantidos e, evidentemente, dificilmente um posto de combustível contratará 20 empregados. 

 Ao proclamar o resultado da sessão, o Presidente da CM, vereador Afonso Pacheco, mencionou como aprovado o PLM nº01-2015. Mas, com a apreensão dos presentes e indagado pelo vereador Antônio Mendes, informou que se referia à Resolução nº01-2015 e que o PLM nº01-2015,  sequer entrou em pauta”, tranqüilizando a todos.

O Presidente da Associação Comunitária, o servidor público municipal, Manoel Avelino, disse que a luta contra a troca do terreno irá continuar e que a Associação e a Comissão irão procurar os vereadores para, pessoalmente, informa-lhes a que as respectivas comunidades são contrária a referida troca e que não foram sequer consultadas pela administração,como determina a lei.  

>Produção: Ongue de Olho em São Sebastião
Contato - Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br - Blogue: onguedeolho.blogspot.com
Redação Paulo Bomfim - Conselheiro Municipal de Controle Social em São Sebastião
Fontes: Comentários gerais da população e Projeto de Lei Municipal nº01-2015.
Data: 03-1-2015